A situação da manutenção também preocupa. Além da redução no número de profissionais, há constantes reclamações sobre a falta de peças de reposição para máquinas e equipamentos.
Segundo os relatos, a combinação entre equipes enxutas, equipamentos parados e falta de manutenção aumenta a pressão sobre os trabalhadores, compromete a produção e amplia os riscos operacionais.
O Sindborracha cobra da Bridgestone investimentos em manutenção preventiva, reposição de peças e recomposição do quadro de funcionários para garantir segurança e eficiência na operação.
Planejamento ruim prejudica a produção
O Planejamento e Controle da Produção (PCP) da Bridgestone voltou a ser alvo de críticas. Segundo trabalhadores, erros de programação provocam trocas constantes de setup, desperdício de materiais, máquinas paradas e dificuldades para atingir as metas estabelecidas.
No chão de fábrica, a insatisfação chegou ao ponto de transformar a sigla PCP em uma ironia: “Parar Completamente a Produção”.
Para o sindicato, problemas de gestão não podem ser transferidos para os trabalhadores por meio de cobranças cada vez maiores ou metas inalcançáveis.
Bambury enfrenta vazamentos e falhas estruturais
As denúncias envolvendo o setor de Bambury revelam um conjunto de problemas que afeta diretamente as condições de trabalho. Segundo trabalhadores, o número reduzido de operadores tornou determinadas atividades excessivamente pesadas, especialmente nas etapas de corte de polímeros e retirada de amostras.
Sem contar com os elevadores fora de funcionamento, obrigando trabalhadores a subir e descer de escada durante toda a jornada, e o vazamento frequente de pó e óleo, falhas em equipamentos e manutenção insuficiente.
É preciso intervenção imediata da Bridgestone, priorizando a segurança.
