Encontro da Fenabor em Camaçari debate futuro da indústria da borracha e estratégias sindicais

Representantes de sindicatos e especialistas do setor participaram do 2º encontro promovido pela Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos de Borracha (Fenabor), realizado em Camaçari, na Bahia. O evento reuniu lideranças sindicais para discutir os desafios e perspectivas da indústria da borracha e de pneumáticos no Brasil, além de definir estratégias de atuação para os próximos anos.

Durante o encontro, os participantes analisaram o cenário geopolítico internacional e seus reflexos na economia brasileira e na indústria. As discussões abordaram como fatores políticos, econômicos e sociais influenciam diretamente o setor produtivo e o mercado de trabalho.

Outro ponto central do evento foi a apresentação de um panorama atualizado da cadeia produtiva de borracha e pneus no país. O diagnóstico buscou identificar desafios atuais, tendências e oportunidades para fortalecer a indústria nacional e garantir a manutenção dos postos de trabalho.

As lideranças também debateram o papel dos sindicatos diante das transformações do mundo do trabalho. Entre os resultados do encontro está a consolidação do Plano de Ação da Fenabor para o período de 2026 a 2027, que pretende orientar as atividades da entidade em defesa dos trabalhadores do setor.

A comunicação sindical também esteve na pauta. Os participantes discutiram estratégias para ampliar o acesso à informação e enfrentar a disseminação de conteúdos falsos, apontada como um dos desafios atuais para a mobilização da categoria.

Em Camaçari, Sindborracha organiza 2º Encontro da Fenabor

O Sindborracha marcou presença no 2º Encontro da Fenabor (Federação Nacional dos Trabalhadores da Borracha), realizado em Camaçari, neste mês de março, contribuindo ativamente para os debates sobre o futuro da indústria da borracha e pneumáticos e a organização da categoria.

O encontro reuniu representantes sindicais para discutir temas estratégicos que vão além dos números do setor, abordando também a soberania da indústria e a proteção dos postos de trabalho. Entre os principais pontos debatidos, esteve o tema “Geopolítica e Brasil”, que trouxe análises sobre como o cenário internacional e a conjuntura política, econômica e social do país impactam diretamente o dia a dia nas fábricas.

Os participantes também acompanharam a apresentação de um panorama do setor, com o objetivo de entender a situação atual do segmento e suas perspectivas. A atuação sindical teve papel de destaque, com discussões sobre estratégias e a consolidação do Plano de Ação da Fenabor para o período de 2026/2027. Outro tema importante foi a comunicação sindical, com foco nos desafios de levar informação de qualidade aos trabalhadores e enfrentar a desinformação como ferramenta de mobilização. O Sindborracha reforça que seguirá atuando na linha de frente, transformando os debates em ações concretas em defesa dos trabalhadores e no fortalecimento da indústria.

Trabalhadores da unidade da Bridgestone em Camaçari, denunciaram que o acesso a Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e fardas está sendo prejudicado por um processo burocrático excessivo. São filas sem fim, formulários e exigências que atrasam a entrega de itens essenciais, como luvas, capacetes, botas e óculos de proteção. Parece a própria alfândega. A legislação trabalhista prevê a obrigação da empresa em fornecer EPIs adequados e em tempo hábil. O Sindicato reforça que qualquer atraso coloca a saúde e a vida dos trabalhadores em risco. A empresa tem que simplificar o processo e garantir que os funcionários recebam os equipamentos sem demora, lembrando que EPI não é favor, é direito do trabalhador.

Diversas denúncias apontam condições preocupantes em diferentes setores da fábrica. As empilhadeiras estão em situação crítica, operando com pneus carecas, bancos danificados e baterias antigas que descarregam rapidamente. Após cobrança do sindicato, algumas unidades foram ajustadas, mas os problemas persistem e as medidas tomadas ainda são insuficientes. A Continental também mantém rebocadores desgastados, que não suportam mais a operação contínua de 24 horas, apresentando falhas constantes e comprometendo o transporte interno de materiais. O sindicato alerta que equipamentos sucateados representam risco direto de acidentes graves e até fatais.

Sindborracha avança no diálogo em defesa dos empregos da indústria pneumática

O Sindborracha participou de uma importante reunião com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado, Ângelo Almeida, para discutir alternativas e buscar soluções diante dos desafios enfrentados pela indústria pneumática no Brasil.

O encontro teve como foco a construção de caminhos para fortalecer a indústria nacional e proteger os empregos do setor, que atualmente enfrenta forte concorrência de pneus importados no mercado brasileiro.

Durante a reunião, o secretário se comprometeu a articular uma agenda com representantes do Governo Federal para aprofundar o debate e buscar medidas que garantam condições mais equilibradas de competitividade, preservando a produção nacional e os postos de trabalho.

Representantes da Continental Pneus também participaram da conversa e apresentaram suas preocupações com o cenário atual do setor, reforçando a importância de iniciativas que valorizem a indústria instalada no país.

O Sindborracha agradeceu ao vereador Tagner Cerqueira, que viabilizou a realização dessa agenda junto ao secretário, demonstrando compromisso com os trabalhadores e com o fortalecimento da indústria local.

Futuro do setor pneumático em debate com o Governo do Estado da Bahia

Trabalhadores da Bridgestone Corporation têm denunciado falta de transparência nos processos de recrutamento interno, situação que vem gerando dúvidas, questionamentos e insatisfação no chão de fábrica. Relatos apontam que os critérios de seleção não são claros, levantando suspeitas de favorecimento a candidatos com vínculos pessoais com a chefia, como amizades ou parentesco. Enquanto isso, trabalhadores qualificados e com experiência comprovada acabam sendo preteridos, o que tem provocado um sentimento crescente de injustiça e desmotivação entre os colaboradores.

O Sindborracha se reuniu com o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Angelo Almeida, para discutir alternativas que ajudem a enfrentar a grave crise provocada pela entrada massiva de pneus importados no Brasil. O que tem gerado impactos diretos na indústria pneumática, ameaçando empregos de milhares de trabalhadores do setor. Estima-se que cerca de 70% do mercado brasileiro esteja ocupado por pneus importados. Representantes da Continental também reforçaram a necessidade de iniciativas que garantam condições mais justas de competitividade para a indústria. O sindicato, que esteve acompanhado pelo vereador Tagner, segue dialogando com autoridades e tentando reunião com o novo ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa.

Nova proposta amplia isenção do IR para salários de até R$ 5 mil

Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque dos assalariados que ganham até R$ 5 mil brutos por mês. Eles estarão totalmente isentos do IR, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte.

As alterações começaram a valem para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro. De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida.

Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:

– trabalhadores com carteira assinada;

– servidores públicos;

– aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.

A regra também se aplica ao décimo terceiro salário.

A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem:

– renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%;

– renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%.

O Ministério da Fazenda explica que nada muda nas principais deduções do IR, no momento da declaração:

– dependentes: R$ 189,59 por mês;

– desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;

– despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;

– declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.

Fonte: Cut BA

Fim da escala 6×1 deve beneficiar principalmente mulheres e trabalhadores negros, diz IPEA

A luta histórica da classe trabalhadora pela redução da jornada sem redução de salários ganha reforço técnico. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) confirma que mulheres e pessoas negras serão as principais beneficiadas com o fim da jornada 6×1 no Brasil.

Atualmente, cerca de 34 milhões de trabalhadores e trabalhadoras cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. Segundo o estudo, há uma presença desproporcional da população negra e das mulheres nesse contingente, revelando como a superexploração da força de trabalho tem recorte de raça e gênero.

“Na média geral, 77% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais, quando olhamos especificamente para os trabalhadores negros, essa porcentagem chega a 86%. Então, realmente existe uma participação desproporcional do trabalhador negro nas jornadas acima de 40 horas”, afirmou o pesquisador Felipe Volpo, em entrevista à CUT Bahia.

No caso das mulheres, o cenário combina dupla penalização: longas jornadas e baixos salários.

“Temos uma prevalência maior de mulheres em jornadas estendidas e em contratos de até dois salários mínimos. Então, as mulheres são especialmente submetidas a jornadas mais longas, nas funções de menor remuneração, acumulando desvantagens.”

Redução da jornada não gera desemprego

O estudo do IPEA também desmonta um dos principais argumentos do setor empresarial contrário à medida: o de que a redução da jornada provocaria desemprego ou queda na produção.

 “Esse aumento do custo do trabalho está em linha com outros reajustes já enfrentados pela economia brasileira, especialmente a partir da política de valorização real do salário mínimo. A política já operou com aumentos superiores a 7,5% do salário mínimo sem gerar desemprego ou redução da produção. Consideramos essa comparação válida porque até 90% dos trabalhadores com jornada acima de 40 horas semanais têm contratos na faixa de até dois salários mínimos. Nossa estimativa é que, se o salário mínimo foi bem absorvido sem gerar desemprego, uma redução da jornada também tem capacidade de absorção.”

Volpo também destaca o cenário favorável do mercado de trabalho.

“O mercado de trabalho brasileiro está com taxas de desemprego muito baixas, o que indica capacidade de absorção de melhorias nas condições de trabalho. Muitas redes, especialmente do setor de supermercados e hipermercados, já estão mudando espontaneamente suas escalas para atrair trabalhadores.”

Mais tempo de vida, menos adoecimento

Além do impacto econômico positivo, o estudo aponta ganhos concretos na qualidade de vida da classe trabalhadora.

“O principal impacto direto é o aumento da qualidade de vida das pessoas. Se reduzirmos o trabalho aos fins de semana, isso permite mais tempo com a família, mais cuidado na educação dos filhos, tempo para o autodesenvolvimento e investimento em qualificação. Além disso, tende a reduzir problemas de saúde, o que pode ser benéfico inclusive para as próprias empresas.”

A CUT Bahia reafirma que a luta pelo fim da jornada 6×1 não é apenas uma pauta trabalhista, é uma agenda de justiça social, de enfrentamento ao racismo estrutural e de promoção da igualdade de gênero. Reduzir a jornada é distribuir melhor o tempo, a renda e a dignidade.

Fonte: Cut BA

Sindborracha reforça compromisso na luta contra a violência contra a mulher

O Sindborracha reafirma seu compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher e destaca a importância de ampliar a conscientização e fortalecer a mobilização social em torno do tema.

A entidade ressalta que o combate à violência de gênero é uma causa que deve envolver toda a sociedade, por meio de informação, prevenção e incentivo à denúncia de casos de agressão. Segundo o sindicato, apoiar iniciativas e campanhas sobre o assunto é fundamental para ampliar o debate e contribuir para a construção de uma cultura de respeito e proteção às mulheres.

Demissões na continental mobilizam sindicato para defesa de direitos

Dezenas de trabalhadores foram demitidos nesta semana na fábrica da Continental, gerando preocupação entre funcionários e suas famílias. A empresa, do setor pneumático, enfrenta dificuldades relacionadas à crise na indústria e à forte concorrência de pneus importados no mercado.

Diante da situação, o Sindborracha informou que iniciou negociações imediatas com representantes da empresa ainda na manhã em que as demissões foram confirmadas. O objetivo foi buscar medidas que reduzissem os impactos para os trabalhadores desligados.

Após reuniões entre sindicato e empresa, foram definidos alguns benefícios para os funcionários afetados. Entre os pontos acordados estão a manutenção do ticket alimentação por seis meses, além da garantia do plano de saúde por um período de 30 a 60 dias, conforme o aviso prévio de cada trabalhador.

Outro ponto negociado foi o pagamento de dois meses da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), sem descontos por faltas ou apresentação de atestados médicos. Segundo o sindicato, também houve redução no número inicial de demissões previsto pela empresa.

Em nota, o Sindborracha destacou que os resultados foram fruto da atuação direta da entidade nas negociações com a empresa. A organização sindical informou ainda que continuará acompanhando a situação e dialogando com a direção da fábrica para buscar alternativas que preservem empregos e garantam direitos aos trabalhadores.

“O momento é difícil para o setor, mas o sindicato permanece mobilizado e vigilante na defesa dos postos de trabalho, da renda e da dignidade da categoria”, afirmou o sindicato.

Denúncias e desrespeito marcam o setor do Rework line na Continental

O Sindborracha recebeu denúncias graves de trabalhadores do Rework line, uma das áreas mais exigentes da fábrica, que praticamente não registra paradas e mantém ritmo intenso e esforço contínuo dos operadores ao longo de toda a jornada.

Segundo os relatos, o Prêmio de Produção estaria sendo calculado com base em parâmetros de outras áreas, desconsiderando completamente a realidade da Rework line. A prática gera distorções, compromete o reconhecimento do trabalho realizado e penaliza justamente quem mantém a produção ativa diariamente.

Para o Sindicato, a situação é inaceitável. Não é admissível que um setor com características próprias, alta demanda e responsabilidade constante tenha seu desempenho medido por critérios que não refletem sua realidade.

O Sindborracha exige transparência imediata nos critérios de cálculo do prêmio e a correção urgente das distorções identificadas. O pagamento precisa ser justo, coerente com o que de fato é produzido e com o esforço exigido dos trabalhadores.

Era só o que faltava. Os trabalhadores da Continental agora que têm que passar por triagem para obter fardamento novo. Além de não receber mais um conjunto no começo do ano, como era de costume, para receber outro, o funcionário tem entregar um antigo para análise e só recebe um novo se a empresa achar que precisa. A justificativa, obviamente, é a redução de custos.

O sindicato voltou a recebeu reclamações sobre a alimentação fornecida no refeitório. Após um período de melhora, os trabalhadores relatam que os problemas antigos estão retornando, principalmente em finais de semana e feriados, com refeições de baixa qualidade, poucas opções de proteína e cardápios insuficientes.

Uma alimentação adequada é parte fundamental das condições de trabalho e exige que a empresa garanta comida de qualidade em todos os turnos e horários, sem exceção.O sindicato continua acompanhando a situação, para assegurar a qualidade das refeições servidas no refeitório da Continental.

O problema é que essa nova regra pode acabar impactando diretamente nas condições de trabalho. Diante da situação, o sindicato reforça que entende a importância da gestão de custos por parte das empresas, mas destaca que esse processo não deve resultar em medidas que prejudiquem direitos ou condições básicas de trabalho.

Outra denúncia extremamente grave envolvendo o setor foi sobre o exaustor instalado acima de uma das máquinas, que estaria sem funcionamento há três anos.

O equipamento tem função essencial: puxar a fumaça gerada no processo produtivo, reduzir o calor e garantir condições mínimas de segurança e saúde no ambiente. Sem o funcionamento adequado do exaustor, os trabalhadores ficam expostos diretamente à fumaça e às altas temperaturas.

De acordo com os relatos encaminhados ao sindicato, operadores têm sofrido com irritação nos olhos, desconforto constante e preocupação com possíveis danos à saúde a médio e longo prazo. A situação, além de comprometer o bem-estar, representa risco direto à integridade física dos trabalhadores.

É inadmissível que um problema dessa natureza se arraste por tanto tempo sem solução. O sindicato está acompanhando e exige providências imediatas para o conserto do equipamento e reforça que saúde e segurança não podem ser tratadas como secundárias.

São frequentes os relatos de ônibus e vans com ar-condicionado inoperante bancos quebrados, portas danificadas, cintos de segurança sem funcionar. Recentemente, no roteiro de Simões Filho, houve denúncia sobre irregularidades na documentação da van. No roteiro de Jauá, veículo apresentava falhas elétricas e chegou a parar no meio da pista. Após denúncia do sindicato, que segue de olho na segurança do trabalhador, a van foi retirada de circulação pela Continental.

Fenabor e Sindborracha promovem 2º Encontro da Federação no dia 11 de março

No próximo 11 de março, a partir das 18h, terá início o 2º Encontro da Federação dos Trabalhadores das Indústrias de Artefatos de Borracha, Pneumáticos e Látex, organizado pela Fenabor em parceria com o Sindborracha.
Nesta edição, o encontro será sediado em Camaçari, reunindo representantes de sindicatos do setor pneumático do Brasil, e de outros países.

O principal tema em debate será a crise enfrentada pela indústria pneumática, especialmente diante do avanço dos pneus importados e seus impactos diretos sobre as fábricas, os empregos e a sustentabilidade do setor em diversos países.
O momento exige análise técnica, articulação internacional e posicionamento firme em defesa da indústria nacional e dos trabalhadores.
Camaçari será palco de um debate estratégico para o futuro do setor.