Sindborracha participa de reunião emergencial com a Continental Pneus e garante direitos para trabalhadores desligados

O Sindborracha participou, neste domingo, de uma reunião emergencial convocada pela Continental Pneus para tratar de um assunto delicado: novas demissões na fábrica.

Durante o encontro, a empresa informou que os desligamentos fazem parte de um processo de reestruturação do grupo, motivado, segundo a própria Continental, por dificuldades nas vendas e adequações internas.

A notícia causou surpresa e preocupação ao Sindicato, principalmente porque, há cerca de dois meses, a empresa já havia realizado a demissão de mais de 120 trabalhadores. Para o Sindborracha, esse novo cenário reforça a gravidade do momento enfrentado pelos trabalhadores da Continental Pneus e acende um alerta para toda a indústria nacional de pneus.

O Sindicato avalia que essa situação não pode ser analisada de forma isolada. O avanço dos pneus importados no mercado brasileiro tem pressionado fortemente a produção nacional, reduzido a competitividade das fábricas instaladas no país e colocado em risco milhares de empregos em todo o Brasil. Essa é uma pauta que o Sindborracha vem denunciando e enfrentando há bastante tempo, cobrando medidas efetivas para proteger a indústria nacional, a produção local e os postos de trabalho.

Mesmo diante de uma situação difícil, o Sindborracha atuou imediatamente para garantir que os trabalhadores atingidos não fossem ainda mais prejudicados. Após a intervenção do Sindicato, ficou assegurado o pagamento da PLR em valor proporcional na primeira parcela, além de 7 meses de ticket refeição e manutenção do plano de saúde conforme o tempo correspondente aos dias de aviso de cada trabalhador.

Para o Sindborracha, nenhuma demissão pode ser tratada apenas como número. Cada trabalhador desligado representa uma família, uma história e anos de dedicação à fábrica. Por isso, o Sindicato seguirá acompanhando de perto todo o processo, cobrando transparência da empresa e lutando para garantir o respeito aos direitos da categoria.

O momento exige responsabilidade das empresas, ação do poder público e fortalecimento da luta sindical. A defesa dos empregos passa também pela defesa da indústria nacional contra a concorrência desleal dos pneus importados.

Mesmo diante das dificuldades, o Sindborracha segue firme na defesa dos trabalhadores da Continental Pneus, buscando minimizar os impactos das demissões e assegurar que todos os direitos sejam respeitados.

Sindborracha reforça importância da saúde mental no ambiente de trabalho diante do aumento de afastamentos

O cuidado com a saúde mental no ambiente de trabalho ganhou ainda mais relevância diante do crescimento no número de afastamentos por transtornos emocionais no Brasil. Atento a essa realidade, o Sindborracha destaca a importância de ampliar o debate sobre acolhimento, dignidade e condições saudáveis para os trabalhadores.

Em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais, um aumento de 15,66% em comparação com 2024. Na Bahia, foram registrados 22.587 afastamentos, principalmente por transtornos de ansiedade e episódios depressivos.

Para o sindicato, os números reforçam a necessidade de ambientes profissionais mais humanos, com relações baseadas no respeito, no diálogo e na valorização da saúde emocional. Pressão excessiva, assédio, sobrecarga e insegurança profissional estão entre os fatores que podem contribuir para o adoecimento mental.

Festa do Dia do Trabalhador reúne 1.900 pessoas em Camaçari e celebra a categoria com confraternização e prêmios

O Dia do Trabalhador foi celebrado com alegria e reconhecimento em Camaçari. O Sindicato dos Borracheiros de Camaçari, Salvador e Região Metropolitana promoveu uma grande festa na Arena Dois de Julho, reunindo cerca de 1.900 trabalhadores das empresas Continental e Bridgestone.

Realizado há 15 anos, o evento já se tornou uma tradição na região, valorizando quem movimenta a indústria com seu trabalho diário. Na edição de 2026, além do clima de confraternização, houve sorteio de prêmios, incluindo 10 televisões de 32 polegadas, duas destinadas a colaboradoras e oito a colaboradores.

Encontro da Fenabor em Camaçari debate futuro da indústria da borracha e estratégias sindicais

Representantes de sindicatos e especialistas do setor participaram do 2º encontro promovido pela Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos de Borracha (Fenabor), realizado em Camaçari, na Bahia. O evento reuniu lideranças sindicais para discutir os desafios e perspectivas da indústria da borracha e de pneumáticos no Brasil, além de definir estratégias de atuação para os próximos anos.

Durante o encontro, os participantes analisaram o cenário geopolítico internacional e seus reflexos na economia brasileira e na indústria. As discussões abordaram como fatores políticos, econômicos e sociais influenciam diretamente o setor produtivo e o mercado de trabalho.

Outro ponto central do evento foi a apresentação de um panorama atualizado da cadeia produtiva de borracha e pneus no país. O diagnóstico buscou identificar desafios atuais, tendências e oportunidades para fortalecer a indústria nacional e garantir a manutenção dos postos de trabalho.

As lideranças também debateram o papel dos sindicatos diante das transformações do mundo do trabalho. Entre os resultados do encontro está a consolidação do Plano de Ação da Fenabor para o período de 2026 a 2027, que pretende orientar as atividades da entidade em defesa dos trabalhadores do setor.

A comunicação sindical também esteve na pauta. Os participantes discutiram estratégias para ampliar o acesso à informação e enfrentar a disseminação de conteúdos falsos, apontada como um dos desafios atuais para a mobilização da categoria.

Em Camaçari, Sindborracha organiza 2º Encontro da Fenabor

O Sindborracha marcou presença no 2º Encontro da Fenabor (Federação Nacional dos Trabalhadores da Borracha), realizado em Camaçari, neste mês de março, contribuindo ativamente para os debates sobre o futuro da indústria da borracha e pneumáticos e a organização da categoria.

O encontro reuniu representantes sindicais para discutir temas estratégicos que vão além dos números do setor, abordando também a soberania da indústria e a proteção dos postos de trabalho. Entre os principais pontos debatidos, esteve o tema “Geopolítica e Brasil”, que trouxe análises sobre como o cenário internacional e a conjuntura política, econômica e social do país impactam diretamente o dia a dia nas fábricas.

Os participantes também acompanharam a apresentação de um panorama do setor, com o objetivo de entender a situação atual do segmento e suas perspectivas. A atuação sindical teve papel de destaque, com discussões sobre estratégias e a consolidação do Plano de Ação da Fenabor para o período de 2026/2027. Outro tema importante foi a comunicação sindical, com foco nos desafios de levar informação de qualidade aos trabalhadores e enfrentar a desinformação como ferramenta de mobilização. O Sindborracha reforça que seguirá atuando na linha de frente, transformando os debates em ações concretas em defesa dos trabalhadores e no fortalecimento da indústria.

Trabalhadores da unidade da Bridgestone em Camaçari, denunciaram que o acesso a Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e fardas está sendo prejudicado por um processo burocrático excessivo. São filas sem fim, formulários e exigências que atrasam a entrega de itens essenciais, como luvas, capacetes, botas e óculos de proteção. Parece a própria alfândega. A legislação trabalhista prevê a obrigação da empresa em fornecer EPIs adequados e em tempo hábil. O Sindicato reforça que qualquer atraso coloca a saúde e a vida dos trabalhadores em risco. A empresa tem que simplificar o processo e garantir que os funcionários recebam os equipamentos sem demora, lembrando que EPI não é favor, é direito do trabalhador.

Diversas denúncias apontam condições preocupantes em diferentes setores da fábrica. As empilhadeiras estão em situação crítica, operando com pneus carecas, bancos danificados e baterias antigas que descarregam rapidamente. Após cobrança do sindicato, algumas unidades foram ajustadas, mas os problemas persistem e as medidas tomadas ainda são insuficientes. A Continental também mantém rebocadores desgastados, que não suportam mais a operação contínua de 24 horas, apresentando falhas constantes e comprometendo o transporte interno de materiais. O sindicato alerta que equipamentos sucateados representam risco direto de acidentes graves e até fatais.

Sindborracha avança no diálogo em defesa dos empregos da indústria pneumática

O Sindborracha participou de uma importante reunião com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado, Ângelo Almeida, para discutir alternativas e buscar soluções diante dos desafios enfrentados pela indústria pneumática no Brasil.

O encontro teve como foco a construção de caminhos para fortalecer a indústria nacional e proteger os empregos do setor, que atualmente enfrenta forte concorrência de pneus importados no mercado brasileiro.

Durante a reunião, o secretário se comprometeu a articular uma agenda com representantes do Governo Federal para aprofundar o debate e buscar medidas que garantam condições mais equilibradas de competitividade, preservando a produção nacional e os postos de trabalho.

Representantes da Continental Pneus também participaram da conversa e apresentaram suas preocupações com o cenário atual do setor, reforçando a importância de iniciativas que valorizem a indústria instalada no país.

O Sindborracha agradeceu ao vereador Tagner Cerqueira, que viabilizou a realização dessa agenda junto ao secretário, demonstrando compromisso com os trabalhadores e com o fortalecimento da indústria local.

Futuro do setor pneumático em debate com o Governo do Estado da Bahia

Trabalhadores da Bridgestone Corporation têm denunciado falta de transparência nos processos de recrutamento interno, situação que vem gerando dúvidas, questionamentos e insatisfação no chão de fábrica. Relatos apontam que os critérios de seleção não são claros, levantando suspeitas de favorecimento a candidatos com vínculos pessoais com a chefia, como amizades ou parentesco. Enquanto isso, trabalhadores qualificados e com experiência comprovada acabam sendo preteridos, o que tem provocado um sentimento crescente de injustiça e desmotivação entre os colaboradores.

O Sindborracha se reuniu com o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Angelo Almeida, para discutir alternativas que ajudem a enfrentar a grave crise provocada pela entrada massiva de pneus importados no Brasil. O que tem gerado impactos diretos na indústria pneumática, ameaçando empregos de milhares de trabalhadores do setor. Estima-se que cerca de 70% do mercado brasileiro esteja ocupado por pneus importados. Representantes da Continental também reforçaram a necessidade de iniciativas que garantam condições mais justas de competitividade para a indústria. O sindicato, que esteve acompanhado pelo vereador Tagner, segue dialogando com autoridades e tentando reunião com o novo ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa.

Nova proposta amplia isenção do IR para salários de até R$ 5 mil

Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque dos assalariados que ganham até R$ 5 mil brutos por mês. Eles estarão totalmente isentos do IR, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte.

As alterações começaram a valem para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro. De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida.

Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:

– trabalhadores com carteira assinada;

– servidores públicos;

– aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.

A regra também se aplica ao décimo terceiro salário.

A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem:

– renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%;

– renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%.

O Ministério da Fazenda explica que nada muda nas principais deduções do IR, no momento da declaração:

– dependentes: R$ 189,59 por mês;

– desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;

– despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;

– declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.

Fonte: Cut BA

Fim da escala 6×1 deve beneficiar principalmente mulheres e trabalhadores negros, diz IPEA

A luta histórica da classe trabalhadora pela redução da jornada sem redução de salários ganha reforço técnico. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) confirma que mulheres e pessoas negras serão as principais beneficiadas com o fim da jornada 6×1 no Brasil.

Atualmente, cerca de 34 milhões de trabalhadores e trabalhadoras cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. Segundo o estudo, há uma presença desproporcional da população negra e das mulheres nesse contingente, revelando como a superexploração da força de trabalho tem recorte de raça e gênero.

“Na média geral, 77% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais, quando olhamos especificamente para os trabalhadores negros, essa porcentagem chega a 86%. Então, realmente existe uma participação desproporcional do trabalhador negro nas jornadas acima de 40 horas”, afirmou o pesquisador Felipe Volpo, em entrevista à CUT Bahia.

No caso das mulheres, o cenário combina dupla penalização: longas jornadas e baixos salários.

“Temos uma prevalência maior de mulheres em jornadas estendidas e em contratos de até dois salários mínimos. Então, as mulheres são especialmente submetidas a jornadas mais longas, nas funções de menor remuneração, acumulando desvantagens.”

Redução da jornada não gera desemprego

O estudo do IPEA também desmonta um dos principais argumentos do setor empresarial contrário à medida: o de que a redução da jornada provocaria desemprego ou queda na produção.

 “Esse aumento do custo do trabalho está em linha com outros reajustes já enfrentados pela economia brasileira, especialmente a partir da política de valorização real do salário mínimo. A política já operou com aumentos superiores a 7,5% do salário mínimo sem gerar desemprego ou redução da produção. Consideramos essa comparação válida porque até 90% dos trabalhadores com jornada acima de 40 horas semanais têm contratos na faixa de até dois salários mínimos. Nossa estimativa é que, se o salário mínimo foi bem absorvido sem gerar desemprego, uma redução da jornada também tem capacidade de absorção.”

Volpo também destaca o cenário favorável do mercado de trabalho.

“O mercado de trabalho brasileiro está com taxas de desemprego muito baixas, o que indica capacidade de absorção de melhorias nas condições de trabalho. Muitas redes, especialmente do setor de supermercados e hipermercados, já estão mudando espontaneamente suas escalas para atrair trabalhadores.”

Mais tempo de vida, menos adoecimento

Além do impacto econômico positivo, o estudo aponta ganhos concretos na qualidade de vida da classe trabalhadora.

“O principal impacto direto é o aumento da qualidade de vida das pessoas. Se reduzirmos o trabalho aos fins de semana, isso permite mais tempo com a família, mais cuidado na educação dos filhos, tempo para o autodesenvolvimento e investimento em qualificação. Além disso, tende a reduzir problemas de saúde, o que pode ser benéfico inclusive para as próprias empresas.”

A CUT Bahia reafirma que a luta pelo fim da jornada 6×1 não é apenas uma pauta trabalhista, é uma agenda de justiça social, de enfrentamento ao racismo estrutural e de promoção da igualdade de gênero. Reduzir a jornada é distribuir melhor o tempo, a renda e a dignidade.

Fonte: Cut BA

Sindborracha reforça compromisso na luta contra a violência contra a mulher

O Sindborracha reafirma seu compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher e destaca a importância de ampliar a conscientização e fortalecer a mobilização social em torno do tema.

A entidade ressalta que o combate à violência de gênero é uma causa que deve envolver toda a sociedade, por meio de informação, prevenção e incentivo à denúncia de casos de agressão. Segundo o sindicato, apoiar iniciativas e campanhas sobre o assunto é fundamental para ampliar o debate e contribuir para a construção de uma cultura de respeito e proteção às mulheres.