Sindborracha avança no diálogo em defesa dos empregos da indústria pneumática

O Sindborracha participou de uma importante reunião com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado, Ângelo Almeida, para discutir alternativas e buscar soluções diante dos desafios enfrentados pela indústria pneumática no Brasil.

O encontro teve como foco a construção de caminhos para fortalecer a indústria nacional e proteger os empregos do setor, que atualmente enfrenta forte concorrência de pneus importados no mercado brasileiro.

Durante a reunião, o secretário se comprometeu a articular uma agenda com representantes do Governo Federal para aprofundar o debate e buscar medidas que garantam condições mais equilibradas de competitividade, preservando a produção nacional e os postos de trabalho.

Representantes da Continental Pneus também participaram da conversa e apresentaram suas preocupações com o cenário atual do setor, reforçando a importância de iniciativas que valorizem a indústria instalada no país.

O Sindborracha agradeceu ao vereador Tagner Cerqueira, que viabilizou a realização dessa agenda junto ao secretário, demonstrando compromisso com os trabalhadores e com o fortalecimento da indústria local.

Futuro do setor pneumático em debate com o Governo do Estado da Bahia

Trabalhadores da Bridgestone Corporation têm denunciado falta de transparência nos processos de recrutamento interno, situação que vem gerando dúvidas, questionamentos e insatisfação no chão de fábrica. Relatos apontam que os critérios de seleção não são claros, levantando suspeitas de favorecimento a candidatos com vínculos pessoais com a chefia, como amizades ou parentesco. Enquanto isso, trabalhadores qualificados e com experiência comprovada acabam sendo preteridos, o que tem provocado um sentimento crescente de injustiça e desmotivação entre os colaboradores.

O Sindborracha se reuniu com o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Angelo Almeida, para discutir alternativas que ajudem a enfrentar a grave crise provocada pela entrada massiva de pneus importados no Brasil. O que tem gerado impactos diretos na indústria pneumática, ameaçando empregos de milhares de trabalhadores do setor. Estima-se que cerca de 70% do mercado brasileiro esteja ocupado por pneus importados. Representantes da Continental também reforçaram a necessidade de iniciativas que garantam condições mais justas de competitividade para a indústria. O sindicato, que esteve acompanhado pelo vereador Tagner, segue dialogando com autoridades e tentando reunião com o novo ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa.

Nova proposta amplia isenção do IR para salários de até R$ 5 mil

Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque dos assalariados que ganham até R$ 5 mil brutos por mês. Eles estarão totalmente isentos do IR, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte.

As alterações começaram a valem para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro. De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida.

Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:

– trabalhadores com carteira assinada;

– servidores públicos;

– aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.

A regra também se aplica ao décimo terceiro salário.

A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem:

– renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%;

– renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%.

O Ministério da Fazenda explica que nada muda nas principais deduções do IR, no momento da declaração:

– dependentes: R$ 189,59 por mês;

– desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;

– despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;

– declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.

Fonte: Cut BA

Fim da escala 6×1 deve beneficiar principalmente mulheres e trabalhadores negros, diz IPEA

A luta histórica da classe trabalhadora pela redução da jornada sem redução de salários ganha reforço técnico. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) confirma que mulheres e pessoas negras serão as principais beneficiadas com o fim da jornada 6×1 no Brasil.

Atualmente, cerca de 34 milhões de trabalhadores e trabalhadoras cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. Segundo o estudo, há uma presença desproporcional da população negra e das mulheres nesse contingente, revelando como a superexploração da força de trabalho tem recorte de raça e gênero.

“Na média geral, 77% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais, quando olhamos especificamente para os trabalhadores negros, essa porcentagem chega a 86%. Então, realmente existe uma participação desproporcional do trabalhador negro nas jornadas acima de 40 horas”, afirmou o pesquisador Felipe Volpo, em entrevista à CUT Bahia.

No caso das mulheres, o cenário combina dupla penalização: longas jornadas e baixos salários.

“Temos uma prevalência maior de mulheres em jornadas estendidas e em contratos de até dois salários mínimos. Então, as mulheres são especialmente submetidas a jornadas mais longas, nas funções de menor remuneração, acumulando desvantagens.”

Redução da jornada não gera desemprego

O estudo do IPEA também desmonta um dos principais argumentos do setor empresarial contrário à medida: o de que a redução da jornada provocaria desemprego ou queda na produção.

 “Esse aumento do custo do trabalho está em linha com outros reajustes já enfrentados pela economia brasileira, especialmente a partir da política de valorização real do salário mínimo. A política já operou com aumentos superiores a 7,5% do salário mínimo sem gerar desemprego ou redução da produção. Consideramos essa comparação válida porque até 90% dos trabalhadores com jornada acima de 40 horas semanais têm contratos na faixa de até dois salários mínimos. Nossa estimativa é que, se o salário mínimo foi bem absorvido sem gerar desemprego, uma redução da jornada também tem capacidade de absorção.”

Volpo também destaca o cenário favorável do mercado de trabalho.

“O mercado de trabalho brasileiro está com taxas de desemprego muito baixas, o que indica capacidade de absorção de melhorias nas condições de trabalho. Muitas redes, especialmente do setor de supermercados e hipermercados, já estão mudando espontaneamente suas escalas para atrair trabalhadores.”

Mais tempo de vida, menos adoecimento

Além do impacto econômico positivo, o estudo aponta ganhos concretos na qualidade de vida da classe trabalhadora.

“O principal impacto direto é o aumento da qualidade de vida das pessoas. Se reduzirmos o trabalho aos fins de semana, isso permite mais tempo com a família, mais cuidado na educação dos filhos, tempo para o autodesenvolvimento e investimento em qualificação. Além disso, tende a reduzir problemas de saúde, o que pode ser benéfico inclusive para as próprias empresas.”

A CUT Bahia reafirma que a luta pelo fim da jornada 6×1 não é apenas uma pauta trabalhista, é uma agenda de justiça social, de enfrentamento ao racismo estrutural e de promoção da igualdade de gênero. Reduzir a jornada é distribuir melhor o tempo, a renda e a dignidade.

Fonte: Cut BA

Sindborracha reforça compromisso na luta contra a violência contra a mulher

O Sindborracha reafirma seu compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher e destaca a importância de ampliar a conscientização e fortalecer a mobilização social em torno do tema.

A entidade ressalta que o combate à violência de gênero é uma causa que deve envolver toda a sociedade, por meio de informação, prevenção e incentivo à denúncia de casos de agressão. Segundo o sindicato, apoiar iniciativas e campanhas sobre o assunto é fundamental para ampliar o debate e contribuir para a construção de uma cultura de respeito e proteção às mulheres.

Demissões na continental mobilizam sindicato para defesa de direitos

Dezenas de trabalhadores foram demitidos nesta semana na fábrica da Continental, gerando preocupação entre funcionários e suas famílias. A empresa, do setor pneumático, enfrenta dificuldades relacionadas à crise na indústria e à forte concorrência de pneus importados no mercado.

Diante da situação, o Sindborracha informou que iniciou negociações imediatas com representantes da empresa ainda na manhã em que as demissões foram confirmadas. O objetivo foi buscar medidas que reduzissem os impactos para os trabalhadores desligados.

Após reuniões entre sindicato e empresa, foram definidos alguns benefícios para os funcionários afetados. Entre os pontos acordados estão a manutenção do ticket alimentação por seis meses, além da garantia do plano de saúde por um período de 30 a 60 dias, conforme o aviso prévio de cada trabalhador.

Outro ponto negociado foi o pagamento de dois meses da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), sem descontos por faltas ou apresentação de atestados médicos. Segundo o sindicato, também houve redução no número inicial de demissões previsto pela empresa.

Em nota, o Sindborracha destacou que os resultados foram fruto da atuação direta da entidade nas negociações com a empresa. A organização sindical informou ainda que continuará acompanhando a situação e dialogando com a direção da fábrica para buscar alternativas que preservem empregos e garantam direitos aos trabalhadores.

“O momento é difícil para o setor, mas o sindicato permanece mobilizado e vigilante na defesa dos postos de trabalho, da renda e da dignidade da categoria”, afirmou o sindicato.

Denúncias e desrespeito marcam o setor do Rework line na Continental

O Sindborracha recebeu denúncias graves de trabalhadores do Rework line, uma das áreas mais exigentes da fábrica, que praticamente não registra paradas e mantém ritmo intenso e esforço contínuo dos operadores ao longo de toda a jornada.

Segundo os relatos, o Prêmio de Produção estaria sendo calculado com base em parâmetros de outras áreas, desconsiderando completamente a realidade da Rework line. A prática gera distorções, compromete o reconhecimento do trabalho realizado e penaliza justamente quem mantém a produção ativa diariamente.

Para o Sindicato, a situação é inaceitável. Não é admissível que um setor com características próprias, alta demanda e responsabilidade constante tenha seu desempenho medido por critérios que não refletem sua realidade.

O Sindborracha exige transparência imediata nos critérios de cálculo do prêmio e a correção urgente das distorções identificadas. O pagamento precisa ser justo, coerente com o que de fato é produzido e com o esforço exigido dos trabalhadores.

Era só o que faltava. Os trabalhadores da Continental agora que têm que passar por triagem para obter fardamento novo. Além de não receber mais um conjunto no começo do ano, como era de costume, para receber outro, o funcionário tem entregar um antigo para análise e só recebe um novo se a empresa achar que precisa. A justificativa, obviamente, é a redução de custos.

O sindicato voltou a recebeu reclamações sobre a alimentação fornecida no refeitório. Após um período de melhora, os trabalhadores relatam que os problemas antigos estão retornando, principalmente em finais de semana e feriados, com refeições de baixa qualidade, poucas opções de proteína e cardápios insuficientes.

Uma alimentação adequada é parte fundamental das condições de trabalho e exige que a empresa garanta comida de qualidade em todos os turnos e horários, sem exceção.O sindicato continua acompanhando a situação, para assegurar a qualidade das refeições servidas no refeitório da Continental.

O problema é que essa nova regra pode acabar impactando diretamente nas condições de trabalho. Diante da situação, o sindicato reforça que entende a importância da gestão de custos por parte das empresas, mas destaca que esse processo não deve resultar em medidas que prejudiquem direitos ou condições básicas de trabalho.

Outra denúncia extremamente grave envolvendo o setor foi sobre o exaustor instalado acima de uma das máquinas, que estaria sem funcionamento há três anos.

O equipamento tem função essencial: puxar a fumaça gerada no processo produtivo, reduzir o calor e garantir condições mínimas de segurança e saúde no ambiente. Sem o funcionamento adequado do exaustor, os trabalhadores ficam expostos diretamente à fumaça e às altas temperaturas.

De acordo com os relatos encaminhados ao sindicato, operadores têm sofrido com irritação nos olhos, desconforto constante e preocupação com possíveis danos à saúde a médio e longo prazo. A situação, além de comprometer o bem-estar, representa risco direto à integridade física dos trabalhadores.

É inadmissível que um problema dessa natureza se arraste por tanto tempo sem solução. O sindicato está acompanhando e exige providências imediatas para o conserto do equipamento e reforça que saúde e segurança não podem ser tratadas como secundárias.

São frequentes os relatos de ônibus e vans com ar-condicionado inoperante bancos quebrados, portas danificadas, cintos de segurança sem funcionar. Recentemente, no roteiro de Simões Filho, houve denúncia sobre irregularidades na documentação da van. No roteiro de Jauá, veículo apresentava falhas elétricas e chegou a parar no meio da pista. Após denúncia do sindicato, que segue de olho na segurança do trabalhador, a van foi retirada de circulação pela Continental.

Fenabor e Sindborracha promovem 2º Encontro da Federação no dia 11 de março

No próximo 11 de março, a partir das 18h, terá início o 2º Encontro da Federação dos Trabalhadores das Indústrias de Artefatos de Borracha, Pneumáticos e Látex, organizado pela Fenabor em parceria com o Sindborracha.
Nesta edição, o encontro será sediado em Camaçari, reunindo representantes de sindicatos do setor pneumático do Brasil, e de outros países.

O principal tema em debate será a crise enfrentada pela indústria pneumática, especialmente diante do avanço dos pneus importados e seus impactos diretos sobre as fábricas, os empregos e a sustentabilidade do setor em diversos países.
O momento exige análise técnica, articulação internacional e posicionamento firme em defesa da indústria nacional e dos trabalhadores.
Camaçari será palco de um debate estratégico para o futuro do setor.

Comprovantes para Imposto de Renda devem ser enviados até esta sexta

As empresas e instituições financeiras têm até esta sexta-feira (27) para enviar aos contribuintes os comprovantes de rendimentos referentes ao ano passado. Os informes são usados para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda (IR) Pessoa Física 2026 (ano-base 2025), cujo prazo de entrega está previsto para começar em 16 de março.

Em relação aos comprovantes de rendimentos, os dados não precisam ser enviados pelos Correios. As empresas e as instituições financeiras podem mandar os dados por e-mail, divulgar links para serem baixados na internet ou fazer a divulgação em aplicativos para dispositivos móveis. No caso dos servidores públicos federais, o informe de rendimentos pode ser obtido no site https://sougov.sigepe.gov.br/sougov/ ou no aplicativo SouGov.br .

Os documentos de rendimento servem para a Receita Federal cruzar informações e verificar se o contribuinte preencheu dados errados ou sonegou imposto. Os comprovantes fornecidos pelos empregadores devem conter os valores recebidos pelos contribuintes no ano anterior, assim como detalhar os valores descontados para a Previdência Social e o Imposto de Renda recolhido na fonte. Contribuições para a Previdência Complementar da empresa e aportes para o plano de saúde coletivo devem ser informados, caso existam.

Comprovantes na internet

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem pegar os comprovantes na internet. O documento está disponível na página Meu INSS ou no aplicativo de mesmo nome disponível para os sistemas Android e iOS. O segurado deve digitar a mesma senha para consultar os demais extratos. Caso não tenha senha, basta seguir os passos informados pelo site.

Planos de saúde individuais e fundos de pensão também são obrigados a fornecer os comprovantes, cujos dados serão usados para o contribuinte deduzir os valores cobrados no Imposto de Renda. Os bancos e corretoras devem informar os valores de todas as contas correntes e de todos os investimentos. Caso o contribuinte tenha conta em mais de uma instituição, deve obter os comprovantes de todas elas.

Novo prazo

Desde 2023, o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda mudou. O documento poderá ser enviado de 15 de março a 31 de maio, ou nos dias úteis mais próximos a essas datas. De acordo com a Receita, a mudança foi necessária para que todos os contribuintes tenham acesso à declaração pré-preenchida do Imposto de Renda no primeiro dia de entrega.

Segundo a Receita Federal, como a maioria das informações oferecidas na declaração pré-preenchida só chega à Receita Federal no fim de fevereiro, o Fisco precisa de um prazo para consolidar os dados. Por causa disso, o formulário pré-preenchido, que proporciona mais comodidade e diminui a chance de erros pelo contribuinte, só é fornecido na metade de março.

Atraso e erros

Caso o contribuinte não receba os informes no prazo, deve procurar o setor de recursos humanos da empresa ou o gerente da instituição financeira. Se o atraso persistir, a Receita Federal pode ser acionada. Em caso de erros ou de divergência de dados, é necessário pedir um novo documento corrigido.

Se não receber os dados certos antes do fim de maio, dia final de entrega da declaração, o contribuinte não precisa perder o prazo e ser multado. É possível enviar uma versão preliminar da declaração e depois fazer uma declaração retificadora.

Fonte: Agência Brasil

Acabar com a escala 6×1 é prioridade do governo, afirma Boulos

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, voltou a afirmar nesta segunda-feira (23) que acabar com a escala 6×1 é uma das principais prioridades do governo federal este ano.

“A proposta que nós estamos defendendo, junto com o [presidente Luiz Inácio] Lula, é o fim da escala 6×1, ou seja, no máximo, 5×2. No mínimo, o trabalhador ter dois dias de descanso por semana livres e reduzir a jornada máxima para 40 horas semanais sem redução de salário”, explicou.

Durante a participação na estreia do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Boulos disse que há muita resistência de empresários contra a medida, mas que já era esperado, à exemplo de outros avanços históricos como a implantação do salário mínimo, do 13º salário ou férias remuneradas.

“Eu nunca vi patrão defender aumento de direito do trabalhador. Ele sempre vai ser contra, sempre vai contar um monte de lorota dizendo que vai acabar [com a economia]. O fato é que tudo isso foi aprovado historicamente no Brasil e a economia não ruiu”, afirmou.

Boulos disse ainda que aprovar a PEC da Segurança Pública também é prioridade para que um Ministério da Segurança Pública possa ser criado com atribuições estabelecidas por lei.

A garantia de direitos do trabalhador de aplicativos de transporte também está entre um dos esforços do governo federal para este ano, destacou o ministro. 

Para ele é necessário estabelecer taxas de percentual fixas a serem repassadas às empresas que operam os aplicativos, para que o trabalhador não seja lesado.  

“A empresa só faz a intermediação tecnológica. Liga o passageiro ao motorista, faz a gestão de um aplicativo, ela não troca um pneu, não tem um carro, não dirige, e de cada viagem ela fica com 50% do lucro do trabalhador. Isso é inaceitável”, disse.

De acordo com o ministro, o debate se estende aos entregadores por aplicativo. No final do ano passado, a pasta liderada por Boulos anunciou a criação de um grupo de trabalho para formular propostas de regulação trabalhista para a categoria.

A participação do ministro Guilherme Boulos no programa de estreia comandado pelo jornalista José Luiz Datena foi transmitida ao vivo dos estúdios da Rádio Nacional, em São Paulo. 

Hidrovias

O ministro informou que retorna ainda nesta segunda-feira a Brasília para uma reunião com lideranças indígenas do estado do Pará que protestam contra o Decreto nº 12.600, de agosto de 2025, que inclui as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND).

No final de semana, representantes do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita) ocuparam o escritório da multinacional Cargill, que opera no Porto de Santarém, no Pará, exigindo a revogação do decreto, por considerarem que os efeitos de medida ameaçam o meio ambiente e a soberania alimentar dos povos.

“Eu tenho defendido que o governo atenda a pauta indígena e eu acho que tem possibilidade real disso acontecer. Eu acredito que hoje vamos ter notícias boas sobre isso”, adiantou Boulos.

Ao ser questionado sobre uma medida mais efetiva, como a revogação do decreto, o ministro disse que a decisão ainda passará pelo debate com outros ministérios que participaram da construção do decreto. 

“Esse decreto foi publicado antes de eu entrar no governo, mas te adianto que a minha defesa é que a gente consiga atender à reivindicação deles que é justa e necessária”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil