O Sindborracha marcou presença no 2º Encontro da Fenabor (Federação Nacional dos Trabalhadores da Borracha), realizado em Camaçari, neste mês de março, contribuindo ativamente para os debates sobre o futuro da indústria da borracha e pneumáticos e a organização da categoria.
O encontro reuniu representantes sindicais para discutir temas estratégicos que vão além dos números do setor, abordando também a soberania da indústria e a proteção dos postos de trabalho. Entre os principais pontos debatidos, esteve o tema “Geopolítica e Brasil”, que trouxe análises sobre como o cenário internacional e a conjuntura política, econômica e social do país impactam diretamente o dia a dia nas fábricas.
Os participantes também acompanharam a apresentação de um panorama do setor, com o objetivo de entender a situação atual do segmento e suas perspectivas. A atuação sindical teve papel de destaque, com discussões sobre estratégias e a consolidação do Plano de Ação da Fenabor para o período de 2026/2027. Outro tema importante foi a comunicação sindical, com foco nos desafios de levar informação de qualidade aos trabalhadores e enfrentar a desinformação como ferramenta de mobilização. O Sindborracha reforça que seguirá atuando na linha de frente, transformando os debates em ações concretas em defesa dos trabalhadores e no fortalecimento da indústria.
Trabalhadores da unidade da Bridgestone em Camaçari, denunciaram que o acesso a Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e fardas está sendo prejudicado por um processo burocrático excessivo. São filas sem fim, formulários e exigências que atrasam a entrega de itens essenciais, como luvas, capacetes, botas e óculos de proteção. Parece a própria alfândega. A legislação trabalhista prevê a obrigação da empresa em fornecer EPIs adequados e em tempo hábil. O Sindicato reforça que qualquer atraso coloca a saúde e a vida dos trabalhadores em risco. A empresa tem que simplificar o processo e garantir que os funcionários recebam os equipamentos sem demora, lembrando que EPI não é favor, é direito do trabalhador.
Diversas denúncias apontam condições preocupantes em diferentes setores da fábrica. As empilhadeiras estão em situação crítica, operando com pneus carecas, bancos danificados e baterias antigas que descarregam rapidamente. Após cobrança do sindicato, algumas unidades foram ajustadas, mas os problemas persistem e as medidas tomadas ainda são insuficientes. A Continental também mantém rebocadores desgastados, que não suportam mais a operação contínua de 24 horas, apresentando falhas constantes e comprometendo o transporte interno de materiais. O sindicato alerta que equipamentos sucateados representam risco direto de acidentes graves e até fatais.
