Presidente Lula sanciona lei que amplia isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

O presidente Lula sancionou, nesta quarta-feira (26/11), a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para quem ganha até R$ 5 mil por mês e estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais. Esta é uma das medidas mais aguardadas de 2025 na área econômica e passa a valer para a declaração do ano que vem.

Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou o caráter social da medida e reforçou o compromisso do governo com a redução das desigualdades. “Combater a desigualdade é termos a capacidade de nos indignarmos com aquilo que está errado. O povo pobre não quer muita coisa, ele quer garantir que vai ter comida todo dia, que vai ter um lugar pra morar e que seus filhos possam estudar. Vamos elevar esse país a um padrão de desenvolvimento médio, e ele não deve continuar sendo um país desigual.” 

A iniciativa altera regras de tributação e busca ampliar o alcance de benefícios voltados a trabalhadores e setores específicos da sociedade, com impactos diretos na renda, no consumo e na formalização. No total, cerca de 15 milhões de brasileiros vão deixar de pagar imposto de renda com a nova lei, sendo 10 milhões que passarão a ser isentos e outros 5 milhões que contarão com redução no imposto. 

Para compensar os cofres públicos pela perda de arrecadação, a nova lei aumenta a taxação de altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é de que este aumento da carga alcance 140 mil brasileiros de alta renda. A cobrança é gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Aqueles que já pagam essa porcentagem ou mais não serão cobrados. Não há, portanto, impacto fiscal: a medida não prejudica as contas do governo, não exige corte de gastos e não afeta nenhum serviço oferecido à população. 

Alguns tipos de rendimentos não entram nessa conta, como ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos recebidos acumuladamente, além de aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações. A lei também define limites para evitar que a soma dos impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais fixados para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.

Isentar brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês da cobrança do Imposto de Renda foi uma promessa de campanha do presidente Lula. O projeto que culminou na lei sancionada hoje chegou ao Congresso Nacional em março deste ano. Tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado Federal aprovaram a medida por unanimidade.

O ministro Fernando Haddad afirmou também que este é o passo mais significativo no caminho da justiça tributária no Brasil. O atual governo já havia reajustado a tabela do IR nos dois primeiros anos da atual gestão, encerrando um ciclo de mais de seis anos de defasagem. Ou seja, entre 2023 e 2026, o governo Lula dará isenção total de IR para aproximadamente 20 milhões de brasileiros e redução para outros 5 milhões, totalizando cerca de 25 milhões de beneficiados desde o início da atual gestão.

Ainda segundo a equipe técnica, com esse conjunto de mudanças, o sistema do Imposto de Renda fica mais simples, mais progressivo e mais alinhado à capacidade contributiva de cada grupo. Quem ganha menos passa a ter mais renda no bolso, enquanto quem recebe valores muito altos passa a contribuir de forma mais compatível com seus rendimentos. O resultado é um modelo mais justo, equilibrado e transparente.

Fonte: Ministério da Fazenda

Primeiro Torneio Quadrangular de Futebol do Sindborracha

Realizamos o primeiro torneio quadrangular com os sócios da turma D da Continental, neste domingo (23), um momento que reforçou a importância do lazer e da convivência entre os trabalhadores.

Entre partidas disputadas e muita animação, o time da Inspeção Final garantiu o título de campeão, mostrando garra e entrosamento em campo.

O Sindborracha tem orgulho de proporcionar iniciativas como esta, que fortalecem os laços da categoria e demonstram que a vida vai além do ambiente de trabalho. Promover esporte, lazer e bem-estar também faz parte da nossa missão.

Seguimos juntos, construindo um sindicato presente, participativo e comprometido com cada trabalhador.

Deputados baianos aprovam PEC da Blindagem, mas pressão popular leva Senado a rejeitar proposta

No último dia 16 de setembro, a Câmara dos Deputados aprovou a chamada PEC da Blindagem, que dificultaria a abertura de processos criminais e prisões contra parlamentares, permitindo que a decisão sobre a prisão em flagrante fosse tomada pelo próprio Congresso, por voto secreto. A aprovação da PEC provocou ampla repercussão negativa. No domingo (21), milhares de pessoas se mobilizaram em diversas cidades, incluindo Salvador, em protestos contra a proposta, que é vista como um retrocesso na luta contra a corrupção e um enfraquecimento da democracia.

Sob pressão popular, o Senado Federal rejeitou a PEC. Nesta quarta-feira (24), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou por unanimidade o parecer contrário à proposta, e o presidente do Senado anunciou o arquivamento da PEC, reforçando a importância da transparência, da ética e da responsabilidade pública.

O Sindborracha, que representa os trabalhadores da indústria de pneus e borracha, reafirma seu compromisso com a defesa da democracia, da justiça social e dos direitos dos trabalhadores. A tramitação da PEC mostrou que a mobilização da sociedade é essencial para garantir que interesses políticos não se sobreponham aos direitos da população e à ética pública.

Dos 39 deputados federais da Bahia, 22 votaram a favor da PEC. Vale lembrar que são sempre os mesmos. Confira: Adolfo Viana (PSDB), Arthur Oliveira Maia (União Brasil), Bacelar (PV), Capitão Alden (PL), Cláudio Cajado (PP), Dal Barreto (União Brasil), Diego Coronel (PSD), Elmar Nascimento (União Brasil), Félix Mendonça Júnior (PDT), Gabriel Nunes (PSD), José Rocha (União Brasil), Leo Prates (PDT), Leur Lomanto Júnior (União Brasil), Márcio Marinho (Republicanos), Mário Negromonte Júnior (PP), Neto Carletto (Avante), Paulo Azi (União Brasil), Paulo Magalhães (PSD), Raimundo Costa (Podemos), Ricardo Maia (MDB), Roberta Roma (PL) e Rogéria Santos (Republicanos).

No Seminário dos Cipeiros da Borracha, sindicato reforça compromisso com a vida

Sindborracha marcou presença no Seminário dos Cipeiros da Borracha 2025, realizado no último sábado (13), em São Paulo. O encontro reuniu representantes de sindicatos, especialistas e órgãos ligados à saúde e segurança do trabalho, com o objetivo de debater medidas de proteção à vida dos trabalhadores da borracha.
Durante o evento, foram discutidos temas fundamentais para a categoria, como a investigação minuciosa das causas de acidentes de trabalho, o fortalecimento das CIPAs e a valorização da saúde mental no ambiente laboral.

O Sindborracha acompanhou de perto as deliberações e reforçou seu compromisso de lutar por condições de trabalho mais seguras e dignas. Para a direção do sindicato, que esteve representada pelo presidente Josué Pereira e o diretor Jotemildo Mário, a participação no seminário foi uma oportunidade de somar forças com outras entidades e ampliar a voz dos trabalhadores.

O encontro também foi marcado por um minuto de silêncio em homenagem ao trabalhador Daniel Silva Saraiva, vítima de acidente em uma fábrica da Bridgestone, lembrança que reforçou a urgência de medidas mais eficazes de prevenção. Além disso, o Setembro Amarelo ganhou espaço especial, com distribuição de materiais informativos e mensagens de valorização da vida.

Com a presença de representantes da Força Sindical, da UNESP, do DIESAT e de sindicatos parceiros, o seminário mostrou a importância da união entre entidades para avançar em políticas que garantam segurança e bem-estar a todos os trabalhadores e trabalhadoras da borracha.

CUT Bahia realiza 13ª Plenária Estatutária em homenagem a José Coutinho

A Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUT-BA) realiza, nos dias 22 e 23 de agosto, a sua 13ª Plenária Estatutária, que este ano homenageia o companheiro José Coutinho. O encontro reúne mais de 300 delegados e delegadas sindicais de diversas regiões do estado.

O evento acontece em formato híbrido, com atividades presenciais e virtuais, tendo o Instituto Anísio Teixeira (IAT), no bairro de São Marcos, em Salvador, como sede principal dos debates e articulações.

Realizada a cada quatro anos, a plenária representa um momento estratégico para a CUT Bahia, servindo como espaço de avaliação política e organizativa. A proposta é realizar um balanço coletivo das ações da entidade e, ao mesmo tempo, construir novas estratégias de mobilização e resistência diante do cenário político e econômico atual.

Sindborracha reforça importância da segurança do trabalho

O mês de agosto, que marca a reflexão sobre a segurança do trabalho, ganhou ainda mais relevância para os trabalhadores da Bridgestone em Camaçari. Nesta quarta (20), o Sindborracha esteve na porta da fábrica para dialogar com os companheiros e companheiras, levando um alerta necessário após a morte do operador Daniel Silva Saraiva, na última terça-feira (19).

Durante a atividade, a direção sindical reforçou que seguir os procedimentos de segurança é fundamental para preservar vidas, mas destacou que a responsabilidade maior cabe à empresa, que deve garantir condições seguras em todas as etapas de trabalho.

O sindicato também orientou os trabalhadores a não aceitarem pressões de chefias para executar tarefas em situações de risco. “É importante que ninguém se cale diante de ameaças à sua integridade. Qualquer tentativa desse tipo deve ser denunciada imediatamente ao Sindborracha”, frisou o presidente da entidade, Josué Pereira.

A entidade lembrou ainda que a segurança deve ser tratada como um compromisso coletivo. “Unidos, podemos cobrar da empresa responsabilidade e assegurar um ambiente de trabalho digno e protegido”, concluiu Josué.

Nota de Pesar

O Sindborracha lamenta profundamente a perda do companheiro Daniel Silva Saraiva, de apenas 37 anos, que faleceu em decorrência de um acidente de trabalho, nesta terça-feira (19). Daniel era operador 2 do setor de Bambury de uma unidade de São Paulo, e estava na empresa há 8 anos.

Neste momento de dor, nos solidarizamos com a família, amigos e companheiros de trabalho. Também reforçamos a necessidade de a empresa investir e se atentar à prevenção desses acidentes.

Lula anuncia pacote de R$ 30 bi de proteção a empresas e empregos contra tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Siva lançou nesta quarta-feira (13) um pacote de medidas para apoiar o setor produtivo afetado pelo tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donal Trump, dos Estados Unidos. O plano de apoio prevê R$ 30 bilhões em crédito e será viabilizado por meio de uma medida provisória chamada de MP Brasil Soberano. A MP tem validade por 120 dias e para ser permanente precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

As ações buscam proteger exportadores brasileiros, preservar empregos, incentivar investimentos em setores estratégicos e assegurar a continuidade do desenvolvimento econômico do país.

As medidas direcionam R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis, além de ampliar as linhas de financiamento às exportações; prorrogar a suspensão de tributos para empresas exportadoras; aumentar o percentual de restituição de tributos federais, via Reintegra; e facilitar a compra de gêneros alimentícios por órgãos públicos, de acordo com a Agência Brasil.

No anúncio estiverem presentes o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a ministra das Relaçoes Institucionais, Glesi Hoffmann, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira e os presidentes da Câmara Federal Hugo Motta e do Senado, David Alcolumbre, entre outras autoridades.

Proteção para o trabalhador

O Plano Brasil Soberano cria a Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego para monitorar o nível de emprego nas empresas e suas cadeias produtivas, fiscalizar obrigações, benefícios e acordos trabalhistas, e propor ações voltadas à preservação e manutenção dos postos de trabalho.

A atuação será coordenada em nível nacional e regional via Câmaras Regionais nas Superintendências Regionais do Trabalho.

Entre as atribuições previstas estão:

  • Acompanhar diagnósticos, estudos e informações relativas ao nível de emprego nas empresas e subsetores diretamente afetados pelas tarifas dos EUA.
  • Ampliar a análise para identificar impactos indiretos na geração e manutenção de empregos em empresas da cadeia produtiva.
  • Monitorar obrigações, benefícios e repercussões nas folhas de pagamento decorrentes de acordos para preservar empregos e mitigar os efeitos das tarifas dos EUA.
  • Promover negociação coletiva e mediação de conflitos para manter o emprego.
  • Aplicar mecanismos relacionados a situações emergenciais, como lay-off e suspensão temporária de contratos, dentro da lei.
  • Fiscalizar o cumprimento das obrigações acordadas e a manutenção dos empregos por meio da Inspeção do Trabalho.
  • Utilizar a estrutura regional das Superintendências do Trabalho para engajar trabalhadores e empregadores em negociações para atender às necessidades das empresas afetadas.
  • Monitorar a concessão e o pagamento de benefícios trabalhistas aos empregados das empresas diretamente afetadas.

Leia ao final as demais medidas do Plano Brasil Soberano

Abertura de novos comércios

Lula criticou as sanções comerciais dos EUA e reafirmou que na questão comercial é inadmissível alguém dizer que está em déficit com o Brasil quando nos últimos 15 anos o superávit deles foi de 410 bilhões de dólares.

Num recado aos trabalhadores e aos empresários, o presidente afirmou que o governo federal fará o que tiver ao seu ao alcance para minimizar o problema causado, e que irá procurar outros parceiros comerciais.  Lula anunciou que vai em outubro à Ásia e em janeiro à Índia, país que pretende levar 500 empresários brasileiros.

“A Índia é um país muito grande, muito importante para a indústria brasileira. Nós vamos negociar tudo na questão de farmácia, na questão de inteligência artificial e na questão espacial. Então, ao invés de ficar chorando aquilo que nós perdemos, vamos ficar procurando ganhar outro lugar. O mundo é grande, o mundo está ávido para fazer negociação com o Brasil. Todo mundo sabe que nós somos do bem”, afirmou.

Defesa da soberania nacional

Em seu pronunciamento, Lula rechaçou as razões que os Estados Unidos deram para impor sanções ao Brasil. Segundo o presidente elas não existem.

O presidente também criticou as tentativas de Trump em atacar a soberania nacional para que Jair Bolsonaro (PL) não seja condenado por tentativa de golpe de Estado.

“Aqui no Brasil nós temos um poder judiciário autônomo, garantido na nossa Constituição de 1988 e o Poder Executivo e o Congresso Nacional não têm nenhuma relação ao julgamento que está acontecendo na Suprema Corte”, afirmou. Lula também criticou o relatório apresentado pelos EUA em que afirmam que o Brasil não respeita dos direitos humanos.

Ninguém está desrespeitando regras de direitos humanos como estão tentando apresentar ao mundo. Porque os nossos amigos americanos, toda vez que resolvem brigar com alguém, eles tentam criar uma imagem de demônio contra as pessoas que eles querem brigar. É assim com a América Latina, com o mundo árabe, com os russos, com os países asiáticos . Agora, querer falar em direitos humanos no Brasil. Tem que olhar o que acontece no país que está acusando o Brasil- Presidente Lula

Ainda de acordo com o presidente, o Brasil tampouco aceitará qualquer pecha de que nós não respeitamos os direitos humanos, e que o julgamento de Bolsonaro está sendo feito de forma arbitrária e que o Brasil é um país de paz.

“Na verdade, o que nós estamos fazendo é aquilo que é feito apenas em países democráticos, julgando alguém com base em provas coletadas, em testemunhas e com total direito de presunção de inocência. Coisa que eu não tive quando eu fui julgado. E eu não reclamei”, afirmou.

Lula contou que disse ao presidente Trump que se tivesse acontecido no Brasil o que aconteceu no Capitólio, ele estaria sendo julgado aqui também. No dia 6 de janeiro de 2021 apoiadores de Trump invadiram a sede do Congresso norte-americano afirmando que as eleições foram fraudadas quando Joe Biden foi eleito presidente dos EUA.

“Depois da nossa Constituição de 88, a gente pode encontrar algum defeito, mas a verdade é que a justiça nesse país tem que ser para todos, para brasileiros e para estrangeiros residentes no Brasil, para empresas brasileiras aqui e para empresas de estrangeira radicadas no Brasil”, disse.

O presidente voltou a dizer que não quer conflito com nenhum país, mas que nossa soberania é intocável.

“Eu não quero conflito nem com Uruguai, nem com a Venezuela, nem com os Estados Unidos. Agora, a única coisa que nós precisamos dizer é que a soberania nossa é intocável”.

Além da proteção ao emprego, as demais medidas são:

(da Agência Gov)

Linhas de crédito

  • R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) serão usados como funding para concessão de crédito permitindo taxas acessíveis.
  • Prioridades por: dependência do faturamento em relação às exportações para os EUA; tipo de produto e porte de empresa. Serão priorizados os mais afetados.
  • As pequenas e médias empresas também poderão recorrer a fundos garantidores para acessar o crédito.
  • O acesso às linhas estará condicionado à manutenção do número de empregos.

Prorrogação de prazos do regime de drawback

  • Extensão excepcional do prazo para comprovação da exportação de produtos fabricados a partir de insumos importados ou adquiridos no Brasil com suspensão tributária.
  • O governo vai prorrogar, por um ano, o prazo para que as empresas consigam exportar suas mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime. Esses produtos poderão ser exportados para os EUA ou para outros destinos. Com isso, elas não terão que pagar multa e juros se não conseguirem exportar aos EUA no prazo originalmente previsto.
  • A medida vale para as empresas que contrataram exportações para os Estados Unidos que seriam realizadas até o final deste ano. Dos US$ 40 bilhões exportados em 2024 para os Estados Unidos, US$ 10,5 bilhões foram realizados via regime de drawback.
  • A prorrogação não tem impacto fiscal, pois apenas posterga o prazo para cumprimento dos compromissos de exportação assumidos pelas empresas brasileiras.

Diferimento de tributos federais

  • A Receita Federal fica autorizada a fazer diferimento de cobrança de impostos para as empresas mais afetadas pelo tarifaço.
  • Como funcionará: adiamento do pagamento dos próximos dois meses para empresas mais afetadas.

Compras públicas: apoio a produtores rurais e agroindústrias

  • De forma extraordinária, por ato infralegal, União, Estados e Municípios poderão fazer compras para seus programas de alimentação (para merenda escolar, hospitais etc) por meio de procedimento simplificado e média de preço de mercado, garantidos a transparência e o controle dos processos.
  • A medida vale apenas para produtos afetados pelas sobretaxas unilaterais.

Modernização do sistema de exportação

  • Ampliação das regras da garantia à exportação, instrumento que protege o exportador contra riscos como inadimplência ou cancelamento de contratos.
  • As mudanças visam fortalecer empresas exportadoras de média e alta intensidade tecnológica e investimentos produtivos em economia verde.
  • O Plano Brasil Soberano permitirá que bancos e seguradoras utilizem essa garantia em mais tipos de operações.
  • Prevê mecanismos de compartilhamento de risco entre governo e setor privado, utilizando o Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE) como mecanismo de primeiras perdas, aumentando o acesso a crédito e reduzindo custos.

Fundos garantidores

  • Aportes adicionais de R$ 1,5 bilhão no Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE), de R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), do BNDES, e R$ 1 bilhão no Fundo de Garantia de Operações (FGO), do Banco do Brasil, voltados prioritariamente ao acesso de pequenos e médios exportadores.

Novo Reintegra para empresas afetadas

  • O Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários (Reintegra) para as Empresas Exportadoras devolve aos exportadores brasileiros parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva, na forma de crédito tributário, ajudando a reduzir custos e aumentar a competitividade no mercado externo.
  • A medida antecipa os efeitos da Reforma Tributária, desonerando a atividade exportadora.
  • Atualmente, empresas de grande e médio porte de produtos industrializados têm alíquota fixada em 0,1%; enquanto micro e pequenas, por meio do programa Acredita Exportação, recebem de volta 3% de alíquota.
  • A medida aumenta em até 3 pontos percentuais o benefício para empresas cujas exportações de produtos industrializados foram prejudicadas por medidas tarifárias unilaterais. Ou seja, para continuarem competitivas no mercado norte-americano, grandes e médias empresas passam a contar com até 3,1% de alíquota, e as micro e pequenas, com até 6%.
  • As novas condições do Reintegra valerão até dezembro de 2026 e terão impacto de até R$ 5 bilhões.

EIXO: Diplomacia comercial e multilateralismo

O Plano Brasil Soberano também atua na frente externa para ampliar e diversificar mercados, reduzindo a dependência das exportações brasileiras em relação aos Estados Unidos. No eixo de diplomacia comercial e multilateralismo, o Brasil tem avançado nas negociações de acordos que abrem novas oportunidades para empresas nacionais:

  • Negociações concluídas: União Europeia; EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio).
  • Em negociação: Emirados Árabes Unidos e Canadá
  • Em processo de diálogo: Índia; Vietnã.

Essas iniciativas fortalecem a inserção internacional do Brasil, ampliam o leque de destinos para produtos nacionais e aumentam a resiliência da economia frente a barreiras comerciais unilaterais. Cabe lembrar que, em menos de três anos, o país abriu 397 novos mercados.

O Brasil mantém-se aberto ao diálogo construtivo com os Estados Unidos, buscando soluções negociadas que restabeleçam condições justas e equilibradas para o comércio bilateral, em benefício de produtores, trabalhadores e consumidores dos dois países.

O Brasil também reforça seu compromisso com o multilateralismo, por meio de sua atuação na OMC (Organização Mundial do Comércio).

Inflação fecha julho em 0,26%; alimentos caem pelo segundo mês seguido

A conta de luz mais cara pressionou a inflação oficial no mês de julho, fazendo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechar em 0,26%, acima do registrado em maio (0,24%).

O preço dos alimentos, no entanto, caiu pelo segundo mês seguido, ajudando a segurar o índice. Em julho do ano passado, a taxa ficou em 0,38%.

Com os dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula 5,23% em 12 meses, fora do centro da meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos, ou seja, indo até 4,5%.

A taxa está acima do teto desde setembro de 2024 (4,42%). Em abril, chegou a 5,53%, o ponto mais alto desde então. No entanto, o patamar alcançado em julho representa um recuo na comparação com os 5,35% no período terminado em junho.

A energia elétrica residencial subiu 3,04% no mês, representando o maior impacto individual no IPCA: 0,12 ponto percentual (p.p.). Esse subitem fez com que o grupo habitação subisse 0,91%, representando impacto de 0,14 p.p.

Bandeira vermelha

A causa principal da alta é a bandeira tarifária vermelha patamar 1, determinada pelo governo para custear usinas termelétricas em tempos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas.

A cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos começou em junho e foi mantida em julho.

A conta de luz foi pressionado também por reajustes nas contas em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Como o IPCA é nacional, esses aumentos regionais se refletem no índice.

De acordo com cálculos do gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, sem o efeito da conta de luz, o IPCA fecharia o mês em 0,15%.

De janeiro a julho, a energia elétrica residencial subiu 10,18%, bem acima do IPCA acumulado no período (3,26%). 

“É a maior variação para o período janeiro a julho desde 2018, quando o acumulado foi de 13,78%”, assinala Gonçalves.

Alimentos mais baratos

O grupo alimentos e bebidas caiu 0,27% em julho, representando alívio de 0,06 p.p. no IPCA do mês. Essa queda foi a maior desde agosto de 2024 (-0,44%). Desde então, o grupamento teve nove meses seguidos de alta, antes de cair em junho e julho.

A queda em julho foi puxada pela alimentação no domicílio (-0,69%), com destaques para batata-inglesa (-20,27%), cebola (-13,26%) e arroz (-2,89%). Em junho, os alimentos já tinham recuado 0,18%.

De acordo com Gonçalves, se os alimentos não tivessem ficado mais baratos na média, o IPCA de julho seria de 0,41% em vez de 0,26%.

Outros grupos

Dos nove grupos de preços apurados pelo IBGE, três apresentaram deflação (recuo de preços) em julho. Além de alimentos e bebidas, recuaram também vestuário (-0,54%) e comunicação (-0,09%).

Além da habitação, os grupos que tiveram alta foram:

  • artigos de residência: 0,09%;
  • transportes: 0,35%;
  • saúde e cuidados pessoais: 0,45%;
  • despesas pessoais: 0,76%; e
  • educação: 0,02%.

No grupo transportes, a alta foi empurrada pelo preço das passagens aéreas, que subiram 19,92%, por causa de maior procura no mês de férias escolares. Dessa forma, a passagem de avião foi o segundo subitem que mais pressionou a inflação, perdendo apenas para a conta de luz.

Em contrapartida, o grupo transportes teve alívio dos combustíveis, que caíram 0,64%. Foi o quarto mês seguido de recuo. A gasolina, item com mais peso na cesta de consumo das famílias, recuou 0,51% em julho.

Dentro do grupo despesas, a pressão inflacionária veio dos jogos de azar, explicada pelo reajuste de preço das loterias, que subiram 11,17%. Foi o terceiro maior impacto individual no mês.

Sem tarifaço

O gerente do IPCA destacou que o resultado do IPCA em julho não mostra efeitos do tarifaço imposto pelo governo dos EUA à grande parte dos produtos brasileiros exportados ao país norte-americano.

“Seria prematuro”, afirmou Gonçalves, lembrando que a alíquota de 50% começou a valer apenas em agosto, na última quarta-feira (6).

Gonçalves explicou que, em teoria, um primeiro efeito da guerra comercial pode ser o barateamento de produtos no mercado nacional, por causa de mais oferta no Brasil.

“Tem que esperar para ver como o mercado vai responder a isso, se vai conseguir escoar para outro mercado externo. Se os produtos ficarem no mercado interno, a tendência – principalmente dos itens perecíveis – é que o preço caia.”

Famílias

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos.

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Foto – Roberto Parizotti (Sapão)

Sindborracha é ponto de votação do Plebiscito Popular Nacional

O Sindicato dos Borracheiros de Camaçari, Salvador e Região Metropolitana (Sindborracha) está participando ativamente do Plebiscito Popular Nacional, que ocorre entre os meses de julho e setembro, como ponto oficial de votação. A iniciativa convida trabalhadores e cidadãos de todo o país a se manifestarem sobre temas de grande impacto social e trabalhista.

Entre as principais pautas em votação estão o fim da escala 6×1 modelo que impõe seis dias consecutivos de trabalho com apenas um de descanso e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, acompanhada da taxação dos super ricos.

Segundo o sindicato, a proposta de extinção da escala 6×1 visa à redução da jornada de trabalho sem redução de salário, promovendo mais qualidade de vida e melhores condições para os trabalhadores. Já a isenção do IR tem como objetivo aliviar o peso tributário sobre os assalariados e ampliar a justiça fiscal no país. “Convidamos toda a categoria a participar, votar e fortalecer essa mobilização nacional. O voto de cada trabalhador e trabalhadora é fundamental para mostrar a força do povo na defesa dos seus direitos”, destaca a direção do Sindborracha.

O sindicato reforça que qualquer trabalhador ou trabalhadora pode comparecer à sede da entidade para votar durante o período do plebiscito. A ação faz parte de uma ampla campanha nacional por mais direitos, justiça social e dignidade no trabalho.