Sindborracha reforça compromisso na luta contra a violência contra a mulher

O Sindborracha reafirma seu compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher e destaca a importância de ampliar a conscientização e fortalecer a mobilização social em torno do tema.

A entidade ressalta que o combate à violência de gênero é uma causa que deve envolver toda a sociedade, por meio de informação, prevenção e incentivo à denúncia de casos de agressão. Segundo o sindicato, apoiar iniciativas e campanhas sobre o assunto é fundamental para ampliar o debate e contribuir para a construção de uma cultura de respeito e proteção às mulheres.

Demissões na continental mobilizam sindicato para defesa de direitos

Dezenas de trabalhadores foram demitidos nesta semana na fábrica da Continental, gerando preocupação entre funcionários e suas famílias. A empresa, do setor pneumático, enfrenta dificuldades relacionadas à crise na indústria e à forte concorrência de pneus importados no mercado.

Diante da situação, o Sindborracha informou que iniciou negociações imediatas com representantes da empresa ainda na manhã em que as demissões foram confirmadas. O objetivo foi buscar medidas que reduzissem os impactos para os trabalhadores desligados.

Após reuniões entre sindicato e empresa, foram definidos alguns benefícios para os funcionários afetados. Entre os pontos acordados estão a manutenção do ticket alimentação por seis meses, além da garantia do plano de saúde por um período de 30 a 60 dias, conforme o aviso prévio de cada trabalhador.

Outro ponto negociado foi o pagamento de dois meses da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), sem descontos por faltas ou apresentação de atestados médicos. Segundo o sindicato, também houve redução no número inicial de demissões previsto pela empresa.

Em nota, o Sindborracha destacou que os resultados foram fruto da atuação direta da entidade nas negociações com a empresa. A organização sindical informou ainda que continuará acompanhando a situação e dialogando com a direção da fábrica para buscar alternativas que preservem empregos e garantam direitos aos trabalhadores.

“O momento é difícil para o setor, mas o sindicato permanece mobilizado e vigilante na defesa dos postos de trabalho, da renda e da dignidade da categoria”, afirmou o sindicato.

Fenabor e Sindborracha promovem 2º Encontro da Federação no dia 11 de março

No próximo 11 de março, a partir das 18h, terá início o 2º Encontro da Federação dos Trabalhadores das Indústrias de Artefatos de Borracha, Pneumáticos e Látex, organizado pela Fenabor em parceria com o Sindborracha.
Nesta edição, o encontro será sediado em Camaçari, reunindo representantes de sindicatos do setor pneumático do Brasil, e de outros países.

O principal tema em debate será a crise enfrentada pela indústria pneumática, especialmente diante do avanço dos pneus importados e seus impactos diretos sobre as fábricas, os empregos e a sustentabilidade do setor em diversos países.
O momento exige análise técnica, articulação internacional e posicionamento firme em defesa da indústria nacional e dos trabalhadores.
Camaçari será palco de um debate estratégico para o futuro do setor.

Comprovantes para Imposto de Renda devem ser enviados até esta sexta

As empresas e instituições financeiras têm até esta sexta-feira (27) para enviar aos contribuintes os comprovantes de rendimentos referentes ao ano passado. Os informes são usados para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda (IR) Pessoa Física 2026 (ano-base 2025), cujo prazo de entrega está previsto para começar em 16 de março.

Em relação aos comprovantes de rendimentos, os dados não precisam ser enviados pelos Correios. As empresas e as instituições financeiras podem mandar os dados por e-mail, divulgar links para serem baixados na internet ou fazer a divulgação em aplicativos para dispositivos móveis. No caso dos servidores públicos federais, o informe de rendimentos pode ser obtido no site https://sougov.sigepe.gov.br/sougov/ ou no aplicativo SouGov.br .

Os documentos de rendimento servem para a Receita Federal cruzar informações e verificar se o contribuinte preencheu dados errados ou sonegou imposto. Os comprovantes fornecidos pelos empregadores devem conter os valores recebidos pelos contribuintes no ano anterior, assim como detalhar os valores descontados para a Previdência Social e o Imposto de Renda recolhido na fonte. Contribuições para a Previdência Complementar da empresa e aportes para o plano de saúde coletivo devem ser informados, caso existam.

Comprovantes na internet

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem pegar os comprovantes na internet. O documento está disponível na página Meu INSS ou no aplicativo de mesmo nome disponível para os sistemas Android e iOS. O segurado deve digitar a mesma senha para consultar os demais extratos. Caso não tenha senha, basta seguir os passos informados pelo site.

Planos de saúde individuais e fundos de pensão também são obrigados a fornecer os comprovantes, cujos dados serão usados para o contribuinte deduzir os valores cobrados no Imposto de Renda. Os bancos e corretoras devem informar os valores de todas as contas correntes e de todos os investimentos. Caso o contribuinte tenha conta em mais de uma instituição, deve obter os comprovantes de todas elas.

Novo prazo

Desde 2023, o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda mudou. O documento poderá ser enviado de 15 de março a 31 de maio, ou nos dias úteis mais próximos a essas datas. De acordo com a Receita, a mudança foi necessária para que todos os contribuintes tenham acesso à declaração pré-preenchida do Imposto de Renda no primeiro dia de entrega.

Segundo a Receita Federal, como a maioria das informações oferecidas na declaração pré-preenchida só chega à Receita Federal no fim de fevereiro, o Fisco precisa de um prazo para consolidar os dados. Por causa disso, o formulário pré-preenchido, que proporciona mais comodidade e diminui a chance de erros pelo contribuinte, só é fornecido na metade de março.

Atraso e erros

Caso o contribuinte não receba os informes no prazo, deve procurar o setor de recursos humanos da empresa ou o gerente da instituição financeira. Se o atraso persistir, a Receita Federal pode ser acionada. Em caso de erros ou de divergência de dados, é necessário pedir um novo documento corrigido.

Se não receber os dados certos antes do fim de maio, dia final de entrega da declaração, o contribuinte não precisa perder o prazo e ser multado. É possível enviar uma versão preliminar da declaração e depois fazer uma declaração retificadora.

Fonte: Agência Brasil

Acabar com a escala 6×1 é prioridade do governo, afirma Boulos

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, voltou a afirmar nesta segunda-feira (23) que acabar com a escala 6×1 é uma das principais prioridades do governo federal este ano.

“A proposta que nós estamos defendendo, junto com o [presidente Luiz Inácio] Lula, é o fim da escala 6×1, ou seja, no máximo, 5×2. No mínimo, o trabalhador ter dois dias de descanso por semana livres e reduzir a jornada máxima para 40 horas semanais sem redução de salário”, explicou.

Durante a participação na estreia do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Boulos disse que há muita resistência de empresários contra a medida, mas que já era esperado, à exemplo de outros avanços históricos como a implantação do salário mínimo, do 13º salário ou férias remuneradas.

“Eu nunca vi patrão defender aumento de direito do trabalhador. Ele sempre vai ser contra, sempre vai contar um monte de lorota dizendo que vai acabar [com a economia]. O fato é que tudo isso foi aprovado historicamente no Brasil e a economia não ruiu”, afirmou.

Boulos disse ainda que aprovar a PEC da Segurança Pública também é prioridade para que um Ministério da Segurança Pública possa ser criado com atribuições estabelecidas por lei.

A garantia de direitos do trabalhador de aplicativos de transporte também está entre um dos esforços do governo federal para este ano, destacou o ministro. 

Para ele é necessário estabelecer taxas de percentual fixas a serem repassadas às empresas que operam os aplicativos, para que o trabalhador não seja lesado.  

“A empresa só faz a intermediação tecnológica. Liga o passageiro ao motorista, faz a gestão de um aplicativo, ela não troca um pneu, não tem um carro, não dirige, e de cada viagem ela fica com 50% do lucro do trabalhador. Isso é inaceitável”, disse.

De acordo com o ministro, o debate se estende aos entregadores por aplicativo. No final do ano passado, a pasta liderada por Boulos anunciou a criação de um grupo de trabalho para formular propostas de regulação trabalhista para a categoria.

A participação do ministro Guilherme Boulos no programa de estreia comandado pelo jornalista José Luiz Datena foi transmitida ao vivo dos estúdios da Rádio Nacional, em São Paulo. 

Hidrovias

O ministro informou que retorna ainda nesta segunda-feira a Brasília para uma reunião com lideranças indígenas do estado do Pará que protestam contra o Decreto nº 12.600, de agosto de 2025, que inclui as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND).

No final de semana, representantes do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita) ocuparam o escritório da multinacional Cargill, que opera no Porto de Santarém, no Pará, exigindo a revogação do decreto, por considerarem que os efeitos de medida ameaçam o meio ambiente e a soberania alimentar dos povos.

“Eu tenho defendido que o governo atenda a pauta indígena e eu acho que tem possibilidade real disso acontecer. Eu acredito que hoje vamos ter notícias boas sobre isso”, adiantou Boulos.

Ao ser questionado sobre uma medida mais efetiva, como a revogação do decreto, o ministro disse que a decisão ainda passará pelo debate com outros ministérios que participaram da construção do decreto. 

“Esse decreto foi publicado antes de eu entrar no governo, mas te adianto que a minha defesa é que a gente consiga atender à reivindicação deles que é justa e necessária”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Fábrica histórica de pneus na Argentina fecha devido à abertura de importações

A maior fabricante de pneus da Argentina anunciou nesta quarta-feira (18) o fechamento definitivo de sua fábrica em Buenos Aires e a demissão de mais de 900 trabalhadores. A empresa atribuiu a decisão à queda de competitividade diante do aumento das importações.

O encerramento das atividades ocorre em meio a uma semana marcada por intensos protestos trabalhistas no país. Uma greve nacional de 24 horas foi convocada em rejeição à reforma trabalhista promovida pelo governo do presidente Javier Milei, já aprovada pelo Senado e ainda pendente de ratificação pela Câmara dos Deputados.

A fábrica da Fate, fundada há mais de 80 anos, tinha capacidade para produzir cerca de 5 milhões de pneus por ano. O fechamento se soma ao encerramento de mais de 21 mil empresas nos últimos dois anos e à perda de aproximadamente 300 mil postos de trabalho, segundo fontes sindicais.

Na periferia norte da capital argentina, pneus foram vistos em chamas do lado de fora da unidade industrial. Um grupo de trabalhadores permaneceu nos portões da fábrica, onde a empresa comunicou oficialmente o encerramento das atividades por meio de uma placa, conforme observado pela AFP.

A companhia informou que pagará as indenizações previstas na legislação trabalhista. Ainda assim, sindicatos pediram a intervenção do governo para impedir o fechamento da unidade.

“Vamos tomar todas as medidas necessárias para reabrir a fábrica; uma solução é possível”, afirmou Alejandro Crespo, secretário-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores de Pneus (Sutna) e funcionário da Fate há 20 anos, durante manifestação em frente à fábrica.

De acordo com estimativas da consultoria privada PxQ, entre 2023 e 2025 as importações de pneus aumentaram 34%, enquanto os preços no mercado interno registraram queda de 42%, ampliando a pressão sobre os fabricantes locais.

Sindborracha acompanha auditoria da Bridgestone

No dia 12 de fevereiro, o Sindborracha participou de uma reunião com a empresa responsável pela auditoria do refeitório da Bridgestone.

Durante o encontro, foi apresentado um plano de ações com medidas concretas voltadas à solução das demandas apontadas pelos trabalhadores e à melhoria das condições do local. Entre os pontos discutidos estão adequações estruturais, revisão de procedimentos operacionais e reforço na fiscalização dos serviços prestados.

Segundo o sindicato, o compromisso agora é acompanhar de perto cada etapa do cronograma, cobrando prazos e garantindo que as mudanças anunciadas sejam efetivamente implementadas.

A direção do Sindborracha reafirmou que continuará atuando de forma permanente na fiscalização das condições de trabalho e no diálogo com a empresa para assegurar avanços concretos aos trabalhadores.

Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda

O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores. O valor pode ser conferido no contracheque referente a janeiro.

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.

Quanto vale o mínimo em 2026
• Mensal: R$ 1.621;

• Diário: R$ 54,04;

• Hora: R$ 7,37.

Como foi calculado
• Inflação pelo INPC: 4,18%;

• Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;

• Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;

• Reajuste total: 6,79%.

Impactos

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.

Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:

INSS
• Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621

• Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)

• Teto do INSS: R$ 8.475,55

Contribuições ao INSS (CLT)

• Até R$ 1.621: 7,5%

• De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%

• De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%

• De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

Autônomos, facultativos e MEI

• Plano normal (20%): R$ 324,20

• Plano simplificado (11%): R$ 178,31

• Baixa renda (5%): R$ 81,05

• MEI (5%): R$ 81,05

Seguro-desemprego

• Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro

• Parcela mínima: R$ 1.621

• Parcela máxima: R$ 2.518,65

• Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.

Salário-família

• Salário-família: R$ 67,54 por dependente

• Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais 

Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% a partir desta terça

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26) que vai reduzir em 5,2% o preço da gasolina A vendida às distribuidoras. O novo preço passa a valer a partir desta terça-feira (27).

A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias e é misturado ao etanol pelas distribuidoras, para que possa ser vendido ao consumidor final nos postos.

Com a redução, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14.

No comunicado que anunciou a mudança de valores, a empresa informa que, desde dezembro de 2022, a queda no preço da gasolina chega a R$ 0,50 ─ um recuo de 26,9%, já considerando a inflação do período.

A última mudança no preço do combustível havia sido em 21 de outubro de 2025, quando ficou 4,9% mais barata.

Preço nas bombas

O movimento da Petrobras deve representar alívio na inflação do país, uma vez que a gasolina é o produto com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que apura a inflação oficial.

Apesar de a Petrobras ser a maior produtora do combustível no país, o preço da gasolina nas bombas não depende apenas da estatal. Após o produto ser vendido às distribuidoras, sofre influências de outros custos, como o frete, mistura com o etanol, cobrança de impostos e a margem de lucro dos postos.

Diesel

A Petrobras informou que o preço do diesel vendido às distribuidoras não sofrerá alteração. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada no preço do óleo combustível vendido às distribuidoras é de 36,3%, considerando a inflação do período.

Saiba quanto você vai economizar de IR com a calculadora do Dieese

Uma calculadora desenvolvida pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatística (Dieese), permite que trabalhadores visualizem, na prática, o impacto positivo da proposta de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), para salários de até R$ 5 mil. Além da isenção total para quem ganha esse valor, quem tem renda de até R$ 7.350 mensais é beneficiado com alíquotas menores.

A medida, que já está valendo, foi uma decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que cumpriu uma promessa de campanha e que também representa uma bandeira histórica da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na luta por justiça tributária e valorização da renda do trabalho. Para a CUT, a proposta corrige uma distorção histórica do sistema tributário brasileiro, que penaliza quem ganha menos e favorece os mais ricos. A isenção até R$ 5 mil reafirma o compromisso do atual governo com a valorização do salário, a redução das desigualdades e a defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Com a mudança, trabalhadores que hoje pagam Imposto de Renda passarão a ter um ganho anual estimado em até R$ 4,2 mil, valor que, na prática, equivale a quase um 13º salário adicional ao longo do ano. O dinheiro permanece no bolso de quem vive do próprio trabalho, fortalecendo o consumo, a economia local e a qualidade de vida das famílias.

Beneficiados

Segundo o Ministério da Fazenda, 10 milhões de trabalhadores serão beneficiados diretamente pela nova faixa de isenção. Somadas as medidas já adotadas em 2023 e 2024, cerca de 20 milhões de brasileiros deixaram de pagar imposto desde o início do governo Lula. Com a nova regra, 65% dos declarantes, em torno de 26 milhões de pessoas, se tornam totalmente isentos.

A renúncia fiscal, estimada entre R$ 25 e R$ 26 bilhões, será compensada pela taxação mínima sobre rendas muito elevadas, acima de R$ 600 mil anuais, com alíquota efetiva que pode chegar a 10%. Esse mecanismo reforça a progressividade e aproxima o Brasil de padrões internacionais de cobrança sobre altos rendimentos, tema há anos defendido pela CUT.

A calculadora

A calculadora foi desenvolvida para facilitar a compreensão do impacto real da proposta. Basta informar o salário bruto mensal, considerando a base de cálculo do Imposto de Renda, e indicar o tipo de contribuição previdenciária. Se é pelo Regime Geral da Previdência Social (INSS) ou por outro regime, como o Regime Próprio da Previdência do Setor Público (RPPS).

A ferramenta também orienta que, em casos de mais de um vínculo empregatício, o trabalhador deve somar todas as remunerações e contribuições previdenciárias para obter um resultado fiel do total tributável. Auxílios pagos em contracheque, como vale-refeição, não devem ser incluídos no cálculo.

Ao demonstrar de forma clara quanto cada trabalhador deixa de pagar, a calculadora reforça que a política tributária também é uma ferramenta de inclusão social, e que decisões políticas têm impacto direto e concreto na vida da população.