População percebe a farsa do Auxílio Brasil de Bolsonaro

O tiro saiu pela culatra da arminha do ex-capitão. Matéria publicada pela Folha de S. Paulo informa que a estratégia de Bolsonaro, de acabar com o Bolsa Família no fim do ano passado, às vésperas do ano eleitoral, para lançar um programa chamado Auxílio Brasil, não deu certo. 

Segundo o jornal, dados colhidos pela própria equipe do atual presidente mostram que a taxa de reprovação de Bolsonaro é alta até mesmo entre as pessoas que recebem o benefício. Por isso, é provável que propagandas de tevê e outdoors sejam lançados para tentar melhorar a imagem do programa. Como o brasileiro não é bobo, porém, a tentativa dificilmente vai funcionar.

E o motivo é simples. O Auxílio Brasil foi uma tentativa de maquiar uma das maiores maldades cometidas pelo governo Bolsonaro: a exclusão de quase 26 milhões de famílias, que foram abandonadas pelo seu governo no momento em que mais precisavam, quando o país ainda enfrenta a pandemia de Covid-19, o desemprego está nas alturas e a inflação fez o preço da cesta básica subir mais de 20% nos últimos 12 meses.

O Partido dos Trabalhadores avisou desde o começo que Bolsonaro estava fazendo a maior exclusão social da história ao acabar, de uma só vez, não só com o Bolsa Família, mas também com o Auxílio Emergencial. Não custa, no entanto, lembrar dos erros criminosos cometidos por Bolsonaro ao lançar seu programa.

1. Abandonou quase 26 milhões de famílias

Até outubro do ano passado, 43,9 milhões de famílias recebiam ajuda contra a fome – 39,3 milhões recebiam o Auxílio Emergencial (sendo que, dessas, 10 milhões eram oriundas do Bolsa Família) e 4,6 milhões permaneciam no Bolsa Família, porque seus benefícios eram maiores que o máximo pago pelo Auxílio Emergencial em 2021 (R$ 375).

Em novembro, os dois programas foram extintos e substituídos pelo Auxílio Brasil, que começou atendendo 14,5 milhões, basicamente o número de beneficiados do Bolsa Família. Depois, Bolsonaro incluiu as famílias que ele havia deixado por anos na fila de espera, ampliando os atendidos para 17 milhões. Mesmo assim, quase 26 milhões continuaram sem apoio.

2. Fez isso sem nenhum tipo de estudo

E Bolsonaro fez isso sem que seu governo tivesse feito qualquer tipo de estudo sobre a situação da população. Foi uma medida tomada completamente às cegas, sem saber quantas famílias ainda precisavam de ajuda para não passar fome. O governo chegou ao ponto de se basear em dados de 11 anos atrás.

“Milhões de famílias completamente excluídas sem que ninguém tivesse tentado saber se essas famílias continuam precisando. Como se a pandemia tivesse terminado, como se a economia estivesse bem e como se essas famílias tivessem voltado à sua vida normal”, alertou na época a ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome Tereza Campello

3. Enganou as famílias que estavam precisando

Para piorar, as 26 milhões de famílias excluídas ainda foram enganadas por Bolsonaro, que disse a elas que, se continuassem precisando de ajuda, deveriam se inscrever no Cadastro Único. 

Então, as famílias excluídas, que já haviam se inscrito no aplicativo do Auxílio Emergencial, tiveram o trabalho de se inscrever também no Cadastro único. Porém, fizeram isso em vão, uma vez que o governo, depois de receber as primeiras inscrições, avisou que elas não seriam “incluídas imediatamente” porque o Auxílio Brasil não conta com “disponibilidade orçamentária”.

4. Promoveu sucessivos cortes de valor e de beneficiários

A população percebe que Bolsonaro nunca se esforçou em realmente ajudar os mais pobres. Quando o Auxílio Emergencial foi criado, em 2020, o governo propôs incialmente um valor de R$ 200. Foi o Congresso Nacional quem instituiu os R$ 600 e para 60 milhões de pessoas. Depois, Bolsonaro foi reduzindo tanto o número de beneficiários quanto o valor do auxílio, e chegou a parar de pagá-lo no começo de 2021.

Quando lançou o Auxílio Brasil, Bolsonaro tentou dizer que os R$ 400 era mais do que o Bolsa Família pagava. Mas a população sabe que o Bolsa Família foi criado em outra época e que as necessidades de hoje são outras. E sabe que, no fim das contas, o que Bolsonaro fez foi reduzir o valor do Auxílio Emergencial, que começou com R$ 600.

Tudo isso mostra que Bolsonaro nunca se preocupou em achar uma solução real para o problema da fome no Brasil. Agiu apenas de forma eleitoreira. E isso ficou claro para todo mundo, até para quem hoje recebe o Auxílio Brasil.

Redação pt.org.br

PPI: o que é e quando começou a dolarização dos combustíveis

Foi no governo de Michel Temer, em outubro de 2016, que a Petrobras passou a adotar o PPI (preço de paridade de importação). Na época, a empresa era presidida por Pedro Parente, escolhido por Temer. Depois de Temer, Jair Bolsonaro manteve a mesma política.

Na prática, o PPI muda a forma de determinar o preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha vendidos pela Petrobras. Em vez de fazer o que seria lógico, ou seja, calcular quanto custa fabricar cada produto, adicionar uma margem de lucro justa e aí vender, a empresa passou a fazer de maneira diferente.

Como? Hoje, para determinar o preço da gasolina, por exemplo, a Petrobras calcula quanto custa importar gasolina de outro país, geralmente dos Estados Unidos. Ela faz a conta: para importar gasolina, preciso comprar de uma refinaria americana, levar até um porto dos Estados Unidos, trazer de navio até o Brasil e depois transportar até os postos de gasolina Brasil afora.

Depois que ela faz essa conta toda e descobre quanto custa importar a gasolina, o diesel e o gás de cozinha, ela decide: “Vou cobrar o mesmo preço”.

Isso é justo?

Claro que isso não é justo. É muito mais barato produzir combustível no Brasil, que é o que a Petrobras faz. Todo o custo dela é em real e a distância que esse combustível precisa percorrer até chegar aos postos é bem menor.

Para importar, a distância é maior e todos os custos são pagos em dólar. E é esse valor que a Petrobras está cobrando dos brasileiros, mesmo tendo pago muito menos para fabricar. É por isso que o PPI, no fim das contas, significa dolarizar o preço do gás e dos combustíveis.

Quem ganha e quem perde com isso?

Quem perde é a população brasileira, que é a verdadeira dona da Petrobras, mas está pagando um preço cada vez mais alto, calculado em dólar, por produtos que são fabricados aqui no Brasil, em reais. Hoje, a gasolina no Brasil é uma das mais caras do mundo

Quem ganha são três grupos muito pequenos de pessoas. O primeiro são os acionistas da Petrobras, ou seja, gente que tem dinheiro para comprar ações da empresa. Como a Petrobras vende a gasolina muito mais cara, o lucro aumenta, aumentando o ganho desses investidores. E esses investidores são, na maioria, gente rica de outros países.

Outro grupo que ganha são os donos de empresas que estão importando gasolina para vender no Brasil. Como a Petrobras garante que o preço vai ficar lá em cima, hoje tem mais de 400 empresas importando gasolina para vender caro aqui no Brasil.

Também ganham os empresários que estão comprando as refinarias e os gasodutos que Bolsonaro está vendendo a preço de banana por aí. Para esses, o lucro é maravilhoso, porque eles fabricam a gasolina aqui no Brasil, como a Petrobras, mas podem vender pelo preço em dólar.

Por que a Petrobras faz isso?

É mesmo de se perguntar por que a Petrobras, que é uma empresa do povo brasileiro, está maltratando o povo brasileiro. A única explicação é que, a exemplo de Temer, Bolsonaro não é comprometido com o Brasil.

O governo dele só existe para dar mais dinheiro aos acionistas estrangeiros e para vender a Petrobras para grupos empresariais de fora, que vão poder explorar os brasileiros como quiserem caso a Petrobras termine de ser entregue para eles.

Fonte: pt.org.br

Lula defende voto jovem para ajudar a mudar a história do Brasil

Em encontro hoje com jovens de Heliópolis, em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância da participação da juventude no processo político e disse que as eleições deste ano são oportunidade para mudar o curso da história e definir o Brasil que queremos.  Deputado constituinte em 1988, quando da definição do voto facultativo para quem tem mais de 16 e menos de 18 anos, Lula defendeu que todos nessa faixa etária tirem o título para que possam ajudar a mudar a história do Brasil.

“Temos que mudar o curso da história e essa eleição é uma oportunidade de definir o Brasil que a gente quer. Vamos dizer para quem a gente conhece que tenha mais de 16 anos e não tem o título: não entre na do Bolsonaro. Você não tem que comprar fuzil, não tem que comprar pistola, não tem que comprar bala, não tem que comprar arma. Tire o título do eleitor e dê um tiro nas coisas ruins para a gente mudar a história desse país”, disse.

Lula afirmou que, se a juventude não participar da política, fica difícil mudar e fazer com que melhorias cheguem a comunidades como a de Heliópolis, considerada a maior favela de São Paulo, assim como em toda a cidade. “Se a juventude não se mobilizar com 18 anos, não tiver vontade, fica muito difícil mudar o país. Se você quer mudar a sua cidade, você tem que participar, tirar o título de eleitor e participar da democracia do país”, afirmou, acrescentando ser preciso que os jovens prestem atenção nos parlamentares em que vão votar para que não elejam raposas para cuidar do galinheiro.

“Se você não analisar o histórico das pessoas, a vida das pessoas, o que que eles fizeram, você pode sempre estar colocando uma raposa para tomar conta das galinhas, achando que a raposa vai criar as galinhas. Ela não vai. Ela vai comer as galinhas”.

Oportunidades para todos

O ex-presidente defendeu que o Estado crie oportunidades e garanta a todos o direito de estudar. Ele lembrou dos avanços que o Brasil teve quando dos governos do PT, com grande processo de inclusão social e redução das desigualdades. “Fizemos mais de 170 campi avançados pelo país, fizemos faculdades de medicina em diversas cidades. As pessoas não podem ter seu acesso à educação definido pelo berço em que nasceram”, destacou.

A falta de consciência política, segundo Lula, leva a escolhas equivocadas como a das últimas eleições presidenciais que alçou ao poder um presidente sem qualidade moral, que estimula o ódio e a discórdia e consegue enganar, com mentiras, muitas pessoas bem-intencionadas.

“O Brasil nunca teve um presidente tão desqualificado moralmente. Um cara que não fala em emprego, não fala em educação, não fala em cultura, não fala em ciência e tecnologia, não fala em escola técnica, não fala em educação dos jovens, não fala em nada. Ele se alimenta do ódio que ele e a família dele transmitem todo dia pelas fake news”.

Fonte: pt.org.br

Foto: Ricardo Stukert

Governo Bolsonaro abandona milhões nas filas por aposentadoria e auxílio

O deputado federal Bohn Gass (PT-RS) denunciou da tribuna da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (19), a dificuldade enfrentada por mais de 1,5 milhão de brasileiros e brasileiras que esperam na fila do INSS a liberação de sua aposentadoria. Ao todo são mais de 3 milhões de requerimentos para a concessão de benefícios como auxílio-doença, auxílio-maternidade e auxílio-acidente de trabalho. O parlamentar acusou o governo Bolsonaro de ser o responsável pela demora na concessão desses benefícios por conta da não nomeação de aprovados do último concurso para o INSS (de 2015) e também pela falta de novos concursos públicos para o órgão.

“Tenho recebido no gabinete, nas visitas, telefonemas, e-mails, pelo WhatsApp, contato das pessoas que dizem “Eu não tenho como pagar a comida que está cara no governo Bolsonaro, se eu não receber o meu benefício. Perícias nos postos do INSS hoje (para liberar os auxílios) têm sido marcadas somente para agosto, daqui a 4 meses. Nesse tempo a pessoa fica sem receber salário, e não tem muitas vezes nem o que comer, ou como comprar o gás ou mesmo pagar a conta de luz”, explicou.

O parlamentar denunciou que agindo dessa forma o INSS descumpre o acordão realizado entre a autarquia, o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União, para solucionar o problema. Segundo Bohn Gass, o acordo triplicou o prazo para 90 dias e nem assim o acórdão está sendo respeitado.

Ele também relatou que o governo Bolsonaro até hoje não chamou concursados que fizeram o último concurso para o INSS, ainda em 2015, durante o governo Dilma. Bohn Gass destacou que várias pessoas que já deveriam ter sido nomeadas movem ações na justiça contra o governo.

“Por que que o Governo faz isso? É que o Governo Bolsonaro não gosta de serviço público. Sabe por quê? Porque assim não dá para contratar os seus queridinhos, não dá para fazer privilégios, não dá para fazer maracutaia, não dá para fazer rachadinha. Se tem concurso público, as pessoas vão lá porque têm sua capacidade, passam no concurso, estão preparadas”, detalhou.

O deputado Bohn Gass denunciou ainda que, enquanto faltam funcionários e peritos no INSS para acelerar a análise dos processos de aposentadoria e concessão dos auxílios, o governo Bolsonaro corta R$ 1 bilhão do Orçamento destinado ao INSS.

“Deputados e deputadas, nós vamos ter que derrubar esse veto, porque o Governo Bolsonaro não quer que as pessoas se aposentem. Ele só quer privilégio para os seus, e não para população brasileira”, ressaltou.

Ação na Defensoria Pública da União

O parlamentar petista anunciou ainda que, junto com o líder do PT na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (MG) e o deputado Merlong Solano (PT-PI), entrou hoje com um pedido na Defensoria Pública da União para que este órgão cobre explicações do ministro do Trabalho e da Previdência, e do presidente INSS, sobre o atraso na concessão de aposentadorias e auxílios.

“Estamos encaminhando essa ação, nessa data, para que não haja o descumprimento da Constituição Brasileira, do acórdão que foi assinado, e também para que não haja o desprezo à população brasileira que mais precisa, que são os mais pobres que estão sem acesso à aposentadoria e aos auxílios, porque o Bolsonaro está destruindo a Previdência Social e o INSS”, finalizou.

Fonte: pt.org.br

Continental passa a fazer pneus a partir de garrafas PET recicladas

Depois da já conhecida camiseta feita a partir de garrafas PET recicladas, chegou a hora de empregar o material em um item mais inusitado: pneus. Pois é o que a Continental começou a fazer.

A companhia iniciou a produção de seus primeiros produtos que têm garrafas PET recicladas como parte de suas matérias-primas. A solução ganhou o nome de ContiRe.Tex e passou a ser fabricada em Lousana, Portugal, usada em cinco modelos de pneus da marca. O plano, segundo a fabricante, é levar a novidade para outros mercados gradativamente.

A Continental aponta que o material foi apresentado pela primeira vez em setembro de 2021 e substitui completamente o poliéster convencional. Segundo a companhia, em um carro de passeio, o conjunto de pneus absorve o material equivalente a 40 garrafas recicladas.

Pneus sustentáveis

O alto volume de garrafas PET é um grande desafio ambiental. A sigla é abreviação de Polietileno Tereftalato, um polímero termoplástico criado ainda nos anos 1940 e cada vez mais presente com o crescimento da oferta de bebidas engarrafas.

A Continental aponta que, outra vantagem da tecnologia que desenvolveu, é que a reciclagem do material não demanda etapas químicas intermediárias. O processo é feito a partir da limpeza mecânica das garrafas, seguida de trituração para transformar o PET em um material granulado que, enfim, é transformado em fios de poliéster.

A novidade é parte do processo de pesquisa da empresa para, a partir de 2050, usar apenas materiais sustentáveis para produzir pneus.

Fonte: automotivebusiness.com.br

Com guerra, vendas de veículos leves na Europa encolhem 12,3%     

As vendas de veículo leves na União Europeia imbicaram para baixo no começo do ano. O primeiro trimestre terminou com 2,24 milhões de emplacamentos de veículos leves, volume 12,3% inferior ao do mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Acea, associação que representa as fabricantes de veículos instaladas na região.

A contração é menor do que a registrada no mercado brasileiro, em que os emplacamentos encolheram 23% nos três primeiros meses de 2022. Mas, diferentemente do que acontece localmente, a tendência na Europa é de aprofundamento da queda nas vendas.

Prova disso é que, em março, a redução no volume foi de 20,5% na comparação com o mesmo mês de 2021. Com isso, foram vendidos 844,1 veículos de passeio. Segundo a Acea, a queda maior reflete as disrupções na cadeia de valor, com falta de semicondutores, e o efeito negativo da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Houve contração das vendas em março nos principais mercados da região, com redução de 30,2% na Espanha, 29,7% na Itália, 19,5% na França e tombo de 17,5% nos emplacamentos na Alemanha.

Fonte: automotivebusiness.com.br

FMI: Brasil terá “pibinho” abaixo da média da América Latina

O conflito no leste europeu afetou negativamente as projeções de crescimento econômico em 2022 dos países diretamente envolvidos no episódio. Mas os números atualizados do relatório Perspectiva Econômica Mundial, do Fundo Monetário Internacional (FMI), continuam apontando que, mesmo sem guerra, o desempenho da economia brasileira será medíocre, acima só de Rússia (queda de 8,5%), Ucrânia (perda de 35%) e “Economias emergentes e em desenvolvimento da Europa” (recuo de 2,9%).

Na nova versão do documento, apresentado na terça-feira (19), o FMI elevou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do 0,3% anunciado em janeiro para 0,8% em 2022. A revisão para cima foi motivada pela alta nos preços de commodities – especialmente alimentos – após a eclosão do conflito. O FMI vê um ganho de curto prazo não apenas para o Brasil, mas para todos os países exportadores de commodity, como Chile e África do Sul.

No entanto, o resultado ainda representa a metade da previsão de 1,5% divulgada em outubro de 2021 pelo fundo. Desde então, a deterioração dos fundamentos econômicos no Brasil de Jair Bolsonaro e seu ministro-banqueiro Paulo Guedes se acelerou.

O ciclo infernal de inflação de dois dígitos e aumento acelerado da taxa básica de juros (Selic) já travava a economia no fim de 2021. A pressão inflacionária da flutuação de preços de combustíveis e fertilizantes gerada pela guerra, sobre um país que dolarizou preços dos combustíveis, reduziu a capacidade de seu parque de refino e abriu mão da expansão das fábricas de fertilizantes, alimentará o ciclo enquanto a guerra perdurar.

Se confirmada a previsão do FMI, o Brasil encerrará o último ano do “mandato” de Bolsonaro com uma das menores taxas de crescimento na América Latina e Caribe. A ela se somarão uma inflação de 8,2% e desemprego de 13,7%.

Para 2023, a projeção de crescimento brasileiro caiu de 1,6% para 1,4%. Ambas as previsões estão abaixo do previsto para a região da América Latina e Caribe, que é de 2,5% para ambos os anos, e do México, que é de 2% para 2022 e 2,5% para 2023.

Inflação será pior no Brasil

O FMI também reduziu a expectativa de crescimento mundial em 2022 para 3,6%, uma queda de 0,8 ponto percentual em relação à previsão de janeiro, antes da eclosão do conflito no leste europeu. Além de 2023, o crescimento global deverá cair para cerca de 3,3% no médio prazo.

Os aumentos nos preços das commodities induzidos pela guerra e as crescentes pressões sobre os preços levaram a projeções de inflação para 2022 de 5,7% nas economias avançadas e 8,7% nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento – 1,8 e 2,8 pontos percentuais acima do projetado em janeiro passado. Mas ainda assim, em nível abaixo da carestia no Brasil.

O FMI nota ainda que a guerra na Ucrânia pode acelerar um processo de “desglobalização da economia”, iniciado ainda durante a pandemia, o que levaria à perda de eficiência produtiva e a uma maior demora para que os países se recuperem das perdas causadas pelas ondas de covid-19.

“A guerra também aumenta o risco de uma fragmentação mais permanente da economia mundial em blocos geopolíticos com distintos padrões tecnológicos, sistemas de pagamento e moedas de reserva. Tal ‘deslocamento tectônico’ causaria perdas de eficiência, aumenta a volatilidade e representa um grande desafio para o quadro que tem governado as relações internacionais e econômicas nos últimos 75 anos”, analisa o relatório do FMI.

Redação pt.org.br

Gasolina brasileira é a 2ª mais cara entre os maiores produtores de petróleo

O Brasil é o nono colocado no ranking dos 15 principais produtores de petróleo do mundo e o segundo entre os que registram os maiores preços de gasolina – perde só para Noruega, onde a renda média mensal dos trabalhadores é mais de dez vezes superior a dos brasileiros, que está cada vez menor desde que o golpe de 2016, que destituiu a presidenta Dilma Rousseff.

No Brasil de Jair Bolsonaro (PL) e seu ministro-banqueiro Paulo Guedes, da Economia, a autossuficiência foi sabotada pelo entreguismo, que desmantelou o Sistema Petrobras e tornou o país vulnerável à volatilidade internacional dos preços.

Os dados mais recentes do site Global Petrol Prices revelam que o Brasil ocupa posições bem distintas nas listas dos preços mais baratos e dos preços mais altos entre 170 nações pesquisadas. No grupo dos países com a gasolina mais cara no mundo, o Brasil ocupa a 53ª colocação, enquanto está na 118ª posição entre as gasolinas mais baratas. Na comparação global, o preço da gasolina brasileira está 15% acima da média

A consultoria informa que países mais pobres, produtores de petróleo e exportadores costumam ter preços consideravelmente mais baixos, enquanto países mais ricos adotam preços mais altos. Na Europa, alguns países produtores, como a Noruega, adotam políticas de tributação elevada para combustíveis fósseis, para desestimular o consumo ou formar uma reserva de recursos públicos

O preço na bomba no Brasil está próximo ao de outras grandes economias emergentes, como a China, 13º maior produtor de petróleo, e a Índia: ao redor dos R$ 7,00 por litro. Quando o levantamento foi concluído, no último dia 11, o valor médio do litro do combustível calculado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) era R$ 7,192, enquanto a média mundial estava em R$ 6,29

Mas informações coletadas entre 1º e 13 de abril pela ValeCard revelam que o preço médio nacional da gasolina fechou a primeira quinzena de abril em R$ 7,498. É o maior já registrado desde janeiro de 2019, quando a empresa passou a monitorar preços em mais de 25 mil postos em todo o país. Em comparação com março, quando a Petrobras aplicou um mega reajuste e a média nacional passou para R$ 7,288, o valor subiu 2,9%. Em 12 meses, a gasolina já acumula alta de 30,7%

Mesmo com os preços em patamar histórico, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) mantém pressão sobre a Petrobras. “Apesar da ligeira redução do câmbio e dos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional, as defasagens mantiveram-se afastadas da paridade, inviabilizando as operações de importação”, afirma a entidade em nota divulgada nesta terça-feira (19).

A estimativa da Abicom é de defasagem média dos preços internos em 14% para o óleo diesel e 6% para a gasolina. Nos portos usados como parâmetro (Santos e Araucária), a defasagem do diesel é de 16% e da gasolina, de 8%. No porto de Aratu (BA), onde fica a Refinaria de Mataripe, privatizada pelo desgoverno Bolsonaro, a defasagem é de 8% no diesel e 4% na gasolina, pois a empresa aplica reajustes quase semanais aos preços.

Carestia é causada pela PPI

Nos cálculos, a Abicom considera a cotação internacional do petróleo, os custos do frete marítimo e o câmbio. Parâmetros da Política de Preços Internacionais (PPI) da Petrobras, adotada em outubro de 2016 por Petro Parente, o ministro do “apagão” de 2001, que o então interino Michel Temer nomeou para a presidência da Petrobras apenas uma semana após o afastamento da presidenta legítima Dilma Rousseff.

Entenda porque Temer e Bolonaro são culpados pelos altos preços dos combustíveis

À dolarização dos preços dos combustíveis se somou o desmonte da Petrobras, que desde 2016 vem fatiando suas subsidiárias e as entregando em pregões nas bolsas de São Paulo e Nova York. Ao mesmo tempo, a gestão bolsonarista da empresa “reposicionou” os planos de expansão do parque de refinarias, paralisando obras e reduzindo a capacidade de refino das já existentes, para privatizá-las.

A expansão travada e a desmobilização do parque de refinarias da Petrobras fizeram com que o país precise importar 20% de sua demanda por derivados de petróleo. A maior parte vem da região do Golfo do México, que concentra grande parte da capacidade de refino dos Estados Unidos. E o trabalhador brasileiro que pague a conta.

Dados do site global Trading Economics apontam que, para encher um tanque de 50 litros com gasolina, um brasileiro gastará R$ 358, ou US$ 76,50. É o equivalente a 14,26% da atual renda média mensal dos trabalhadores do país, esmagada pela inflação de dois dígitos e pelo desemprego e informalização do trabalho.

Na Noruega, o único entre os 15 maiores produtores de petróleo mundiais com a gasolina mais cara que a brasileira, a renda média mensal de um trabalhador é de US$ 5.728, ou mais que dez vezes a dos brasileiros. Mesmo pagando US$ 121 por 50 litros de gasolina, um norueguês compromete 2,11% de sua renda mensal.

No maior produtor de petróleo do mundo, os Estados Unidos, paga-se menos de US$ 1,20 pelo litro da gasolina e a renda mensal média é de US$ 3.523. Os mesmos 50 litros de gasolina têm custo médio nacional de US$ 59,5, ou menos de 1,7% da renda média.

CUT, com informações do ste do PT

Defesa dos Direitos Humanos é tema de seminário da CUT, nesta segunda (25)

Seminário debaterá estratégias e ações para de defesa dos movimentos sindical e sociais frente aos ataques aos direitos humanos por parte de organizações neofascistas e do governo Bolsonaro

Com o objetivo de debater e traçar estratégias contra os ataques aos direitos humanos por parte da extrema direita, a CUT, na próxima segunda-feira (25), realizará início ao Seminário Nacional Democracia, Direitos Humanos e Segurança na Ação Sindical, evento dirigido tanto ao movimento sindical quanto a organizações de que defendem direitos humanos e que segue até a terça (26).

A abertura é a partir das 18h. O primeiro painel terá como tema “Os Desafios da Classe Trabalhadora na Atual Conjuntura”, contará com a participação de João Paulo Rodrigues, liderança do Movimentos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra (MST) e Carolina Gabas Stuchi, professora de Direito com especialização em Polítcas Públicas, da Universidades Deferal do ABC (UFABC).

O objetivo do seminário é analisar os impactos desses ataques sobre a esquerda brasileira – e ao movimento sindical – que, desde 2016, com o golpe contra Dilma Rousseff, têm se intensificado. Exemplo é o crescimento da repressão e monitoramento por parte dos mecanismos governamentais e ataques de grupos conservadores e neofascistas contra as forças progressistas que defendem os direitos humanos.

O seminário também avaliará as iniciativas e projetos do Coletivo de Direitos Humanos da CUT e definirá ações para este ano, período em que a expectativa de recrudescimento da violência da direita, em especial dos bolsonaristas, deve aumentar por conta das eleições de outubro.

Para a secretária de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CUT, Jandyra Uehara, o seminário é uma oportunidade de os movimentos se organizarem para reforçar a luta em defesa dos direitos humanos e para enfrentar a batalha que está por vir.

“Desde 2016 o país tem vivido um aumento dos ataques aos direitos humanos, seja pela falta de recursos para políticas públicas de proteção social – recursos que o governo federal vem cortando desde então – como pela ofensiva dos fascistas para defender Bolsonaro”, ela diz.

O seminário é uma realização das secretarias de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CUT e de Formação da CUT, com o apoio do Solidarity Center, braço da AFL-Cio, maior central sindical do Estados Unidos. O formato será híbrido, ou seja, parte virtual e parte presencial, na sede da CUT, em São Paulo, e reservado às organizações sindicais e movimentos sociais.

Fonte: CUT

Indústria de pneus se movimenta para evitar desabastecimento de matéria prima

A indústria de pneus global está de olho nos acontecimentos na Ucrânia. O país do leste europeu, junto com a Rússia, desempenha importante papel no abastecimento de matéria prima para pneus.

O maior risco está no abastecimento de negro de fumo. Os fabricantes localizados na Rússia respondem por aproximadamente 30% de participação de mercado europeu de negro de fumo. Isso significa aproximadamente 500.000 toneladas ao ano, com outras 50.000 toneladas oriundas da Ucrânia. Mercado europeu consome cerca de 1,64 milhão de toneladas ao ano.

Se expandirem sua capacidade, os produtores localizados dentro da Europa podem suprir 180.000 toneladas das 550.000 oriundas do Leste. Ainda fica bastante longe do necessário, o que vai forçar os produtores de pneus a buscar novas fontes mais distantes.

Falando dos elastômeros, a situação é um pouco melhor. 100.000 toneladas de borracha de butadieno (BR) são fornecidas à Europa Ocidental pela Rússia todos os anos. Especialistas afirmam que há outros países capazes de suprir isso.

É fato que não há sanções governamentais sobre as importações desses produtos, mas a pressão popular já fez com que várias empresas encerrassem suas operações na Rússia. Dentre elas, empresas de logística e cadeia de suprimentos, o que dificulta a movimentação de materiais para fora dos países em conflito.

Fonte: 54psi.com, por ABTB (Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha)