Inflação, desemprego e juros no Brasil estão entre os piores do mundo

Entre as maiores economias do planeta, só dois países têm taxas de inflação, desemprego e juros acima de 10%: a Turquia e o Brasil. Ou seja, Bolsonaro e Guedes conseguem errar em todos os quesitos

Dados da economia mundial que acabam de ser divulgados fazem, mais uma vez, a dupla Jair Bolsonaro-Paulo Guedes passar vergonha. E mostram também por que a vida dos brasileiros está tão difícil.

Segundo levantamento da agência de classificação de risco Austing Rating, entre as maiores economias do mundo, só dois países têm os índices de juros, inflação e desemprego acima dos 10%. E, sim, o Brasil é um deles. O outro é a Turquia.

Em outras palavras, isso quer dizer que o governo Bolsonaro consegue ser péssimo em todos os quesitos avaliados, com juros a 12,75% ao ano e inflação e desemprego acima dos 11%. A Turquia tem juros a 14%, inflação a quase 70% e desemprego a 10,70%.

Nenhum dos demais países fica com os três índices na casa dos dois dígitos. Olhando, por exemplo, para os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a Rússia pena com juros e inflação mais altos que os do Brasil, mas tem uma taxa de desemprego bem menor: 4,1%.

Incompetência escancarada

Quando se consideram as 24 economias avaliadas no levantamento, o Brasil aparece com a quarta maior taxa de juros, a quarta inflação mais alta e o terceiro maior índice de desemprego. Ou seja, a desculpa de Bolsonaro de que a economia está mal no mundo todo não cola mesmo.

A situação está ruim no Brasil por causa das escolhas feitas por Jair Bolsonaro e seu ministro banqueiro. A inflação está alta principalmente por causa de preços que poderiam ser controlados pelo governo, como a gasolina e a energia elétrica. Para combater a inflação, o Banco Central sobe os juros, mas isso torna mais difícil ainda a vida dos empresários que querem investir. Como o governo também não investe e só pensa em vender o patrimônio público, a produção cai e o emprego continua escasso.

Redação pt.org.br

Bolsonaro é o 1º presidente a terminar gestão com mínimo valendo menos

O presidente Jair Bolsonaro (PL) será o primeiro presidente da República a terminar o mandato com um salário mínimo com menor poder de compra do que quando iniciou o governo, desde o Plano Real, em 1994. A informação está no primeiro relatório semanal de maio da corretora Tullet Prebon Brasil. Nesse período de 28 anos, nenhum ex-presidente entregou um salário mínimo mais desvalorizado, seja no primeiro ou no segundo mandato.

De acordo com os cálculos da corretora, a perda no salário mínimo será de 1,7% se a inflação não subir ainda mais do que o previsto no boletim Focus, do BC (Banco Central). As previsões vêm sendo revisadas para cima há 16 semanas e, descontada a inflação, o salário cairá de R$ 1.213,84 para R$ 1.193,37, entre dezembro de 2018 e dezembro de 2022.

Segundo a Constituição, o salário mínimo é a remuneração básica para qualquer brasileiro empregado. O texto da lei protege o poder de compra dessa remuneração e diz que é obrigatória a sua reposição pela inflação.

“Da ótica das contas fiscais da União, a perda retratada em nossa simulação para o mínimo estende-se, em realidade, a todos os benefícios e pagamentos corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — toda a folha da previdência, abono, Loas (Benefício de Prestação Continuada para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda)”, diz o relatório da Tullet Prebon Brasil.

O documento da corretora afirma que dois fatores explicam a perda inédita. Um deles é o ajuste fiscal, já que reajustes no piso têm impacto em várias outras despesas do governo federal. O segundo é a própria inflação, que nos últimos meses tem castigado o bolso dos brasileiros.

Até então, a menor variação no salário mínimo desde o Plano Real havia ocorrido durante o segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), quando o percentual registrado foi de 0,42%. Em agosto de 2016, quando sofreu o afastamento definitivo através de processo de impeachment, o piso nacional estava em R$ 1.173,05. No início do mandato dela, o valor era de R$ 1.168,05, descontada a inflação.

IPCA-15 em abril foi o maior em 27 anos

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), registrou alta de 1,73% em abril, após ficar em 0,95% em março. Essa é a maior variação para o mês de abril em 27 anos — desde 1995 —, quando o índice foi de 1,95%. O resultado também é a maior variação mensal do indicador desde fevereiro de 2003 (2,19%).

Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, o índice foi de 12,03%, acima dos 10,79% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e da meta do BC (Banco Central) para a inflação neste ano, de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos —ou seja, variando entre 2% e 5%.

Salário mínimo ideal deveria ser R$ 6.754,33

O salário mínimo ideal no Brasil deveria ter sido de R$ 6.754,33 em abril, calcula o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). É mais que cinco vezes o valor atual, de R$ 1.212. De acordo com o Dieese, esse seria o pagamento mínimo para sustentar uma família de quatro pessoas no mês de fevereiro no Brasil, considerando gastos com moradia, transporte, alimentação, saúde, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência.


Redação UOL

Foto Adriano Machado

Confraternização de 1º de Maio reúne sócios na sede do Sindicato

Após dois anos sem o tradicional encontro do 1º de Maio do Sindborracha, sempre com música, campeonato de futebol e diversão para toda a família, a data voltou a ser celebrada pessoalmente. O formato foi bem diferente, mas bem recebido pelos os associados, que lotaram a sede da entidade. Esse ano, além de um reforçado café da manhã, teve distribuição de brinde – uma mochila personalizada – e sorteio de duas motos Honda.

O sorteio foi transmitido ao vivo pelo Instagram do sindicato (@sindborracha.srm) e os prêmios já foram retirados pelos ganhadores: Uelinton de Melo Santana, da Continental, e Luciana Almeida da Silva dos Reis, da Bridgestone.

De acordo com a diretoria do Sindborracha, foi tudo pensando nos mínimos detalhes para os sócios. “Poder voltar a reunir o pessoal foi muito bom e o nosso 1º de Maio, como sempre, foi marcado pela confraternização da base e muita luta”, afirmou o presidente da entidade, Josué Pereira.

O evento contou também com as presenças do secretário estadual de Relações Institucionais, Luiz Caetano, Ivoneide Caetano e os vereadores Tagner e Dentinho do Sindicato.

Governo Federal amplia redução do IPI para 35%, mas carros ficam de fora

O Governo Federal ampliou para 35% a diminuição no Imposto de Produtos Industrializados (IPI). Entretanto, a alíquota para automóveis de passeio não foi contempleta pela nova desoneração. O tributo permanecerá reduzido em apenas 18,5%, conforme anunciado no começo de março. O decreto com a nova medida foi publicado no Diário Oficial da sexta-feira, 29.

A decisão de excluir o setor automotivo da nova redução do IPI frustra as expectativas do segmento, que há semanas esperava pelo novo desconto prometido pelo Governo Federal.

“O Decreto nº 11.055 amplia a redução para 35% em todos os produtos da NCM, mantém em 18,5% para veículos e deixa de fora o fumo e uma lista de produtos da Zona Franca de Manaus”, escreveu o Ministério da Economia.

De acordo com o governo, a medida (que é válida a partir de 1º de maio) foi tomada para ajudar na recuperação econômica do país.

“A presente medida objetiva estimular a economia, afetada pela pandemia provocada pelo coronavírus, com a finalidade de assegurar os níveis de atividade econômica e o emprego dos trabalhadores”, declarou a Secretaria de Governo, em nota oficial.

Fonte automotivebusiness.com

Gasolina e diesel têm novo aumento na Bahia; GLP tem redução

Os combustíveis tiveram mais um reajuste na Bahia. A Acelen, que administra a refinaria de Mataripe, anunciou aumento nos preços do diesel e da gasolina, e uma redução no valor do gás de cozinha (GLP).

Para o diesel S10, o reajuste foi de 11,3% e para o diesel S500, 11,4%. Já para a gasolina o aumento foi de 6,7%.

Já o GLP teve uma redução de 10,%.

Em nota, a Acelen informou que os preços da refinaria “seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais, dólar e frete”.

Redação Correio*

Foto Agência Brasil

Lula, no 1º de maio: “O povo trabalhador sabe o que deve ser feito no país”

Conclamando o povo a resistir ao fascismo de Bolsonaro, o ex-presidente Lula discursou em São Paulo, neste domingo, em ato do 1º de maio promovido pelas centrais sindicais, com a presença de diversas lideranças do campo progressista. Lula lembrou que é tempo de lutar e recuperar os direitos da classe trabalhadora, duramente atacada por um governo antipovo. E que é preciso vencer as eleições de outubro para uma completa reconstrução do país.

“Se preparem, porque alguém melhor do que esse presidente vai ganhar as eleições”, avisou Lula, entusiasmado. “E vocês serão convidados para sentar em uma mesa de negociação e a gente restabelecer as condições de trabalho e o respeito ao direito dos trabalhadores”, prometeu o petista. “Quem sabe o que precisa ser feito não é nenhum capitão, é o povo trabalhador, o estudante, as mulheres desse país“.

“Todos vocês, mesmo os jovens, devem ter um parente que já viveu melhor quando eu governava esse país”, disse. “No tempo em que eu governava esse país, o salário mínimo tinha aumento real todo ano. Além de a gente recuperar a inflação, dava o crescimento do PIB do ano anterior. Isso fez com que o salário mínimo subisse 77%”, explicou Lula. “Diziam que não era possível aumentar o salário mínimo porque gerava inflação. Mas nós aumentamos e a inflação ficou dentro da média estabelecida por nós, 4,5%”.

“Acontece que, nesse país, foram poucos os governos, que depois de Getúlio Vargas, tiveram coragem de discutir o aumento do poder aquisitivo do povo brasileiro”, destacou.

Redação lula.com.br

Foto Ricardo Stuckert

Preço do combustível é o maior responsável pelo aumento de quase 5% na conta de luz

Os consumidores residenciais e industriais já devem começar a pagar a mais pelo reajuste nas tarifas de energia, após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aprovar seu orçamento de 2022 da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). O preço do combustível, reajustado pela Petrobras com base na Política de Preços Internacionais (PPI), que leva em consideração os aumentos dos barris de petróleo e a cotação do dólar, é o maior responsável pelo aumento de quase 5% nas contas de luz.

No orçamento da Aneel, está previsto um gasto de R$ 32,1 bilhões – 54% a mais do que o atual – de subsídios para a Conta de Desenvolvimento Energético, um fundo usado para bancar ações e subsídios concedidos pelo governo no setor de energia. Deste total,  R$ 30,2 bilhões serão pagos pelos brasileiros.

Para bancar o aumento, a Aneel vai reajustar em 4,65% as tarifas de energia dos consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e em 2,41% as tarifas nas regiões Norte e Nordeste. Na média nacional, o reajuste será de 3,39%.

Para justificar o aumento, a Agência culpa os aumentos nos preços dos combustíveis e o cadastro automático da tarifa social de energia que teve mais 700 mil famílias cadastradas.

O engenheiro elétrico da Eletrobras, Ikaro Chaves, desmonta a argumentação da Aneel. Segundo ele, esse percentual nada mais é do que incompetência do governo de Jair Bolsonaro (PL), responsável pela PPI, que o ilegítimo Michel Temer (MDB) criou e ele manteve, pela falta de políticas efetivas para o setor e decisões contrárias aos interesses do Brasil e dos brasileiros, aliada à escassez hídrica do ano passado.

Segundo a própria Aneel o maior volume de recursos aprovados de R$ 11,9 bilhões, será destinado à compra de combustíveis para a geração de energia enquanto as tarifas sociais demandam R$ 5,4 bilhões.

O engenheiro explica ainda que os subsídios das termoelétricas todos nós pagamos, já que elas estão ligadas ao sistema nacional, que atende aos lugares mais isolados como a região Norte.

“Se não houvesse o subsídio a população de Roraima, por exemplo, teria uma tarifa impossível de ser paga, mas nada justifica a política de preços da Petrobras, que este governo mantém, aumentando os preços dos combustíveis que se refletem na conta de luz”, conclui Ikaro.

Nordeste sofre mais com os reajustes recentes nas contas

Os reajustes autorizados para os clientes residenciais, na última terça (26), foram para as distribuidoras Neoenergia Pernambuco (18,50%) e da Equatorial Alagoas (19,86%).

Na semana passada, a Aneel já havia aprovado o maior reajuste até o momento de 23,99%, na tarifa residencial para clientes da Enel Ceará

Na Enel Rio, que atende parte do Rio de Janeiro, a alta para clientes residenciais foi de 17,14%.

O que é CDE

Os subsídios contidos na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), são pagos mensalmente pelos consumidores em suas contas de luz.

Entre eles, estão os subsídios para consumidores de baixa renda; a geração de energia e sistemas isolados do norte do país; a geração de energia a carvão mineral e investimentos em eletrificação rural.

Está tudo caro e a culpa é de Bolsonaro. Veja por quê e confira as 30 maiores altas

A lista dos 10, 30 ou 50 itens básicos, imprescindíveis para uma família viver com dignidade, ocupa cada vez mais espaços nos jornais e redes sociais desde que a inflação começou a disparar e virou o assunto que mais preocupa os brasileiros. (Confira abaixo a lista dos 30 produtos que mais subiram em 12 meses).

“Tá tudo caro, a culpa é de Bolsonaro“, diz o povo nas ruas e nas redes em uma crítica ao desgoverno que, em três anos e cinco meses só desfez o que funcionava e não apresentou sequer uma política pública consistente de geração de emprego e renda e segudança alimentar. E o povo tem razão.

O presidente Jair Bolsonaro (PL), que trabalha menos de cinco horas por dia, usa o pouco tempo de labuta para confrontar o Poder Judiciário, xingar ministros do Superior Tribunal de Justiça (STF), colocar sob suspeita as urnas eletrônicas e, mais recentemente, conceder a graça, perdão por um crime contra à democracia cometido por seu aliado, o deputado Daniel Silveira (PTB-RJ).

Quando sobra tempo, ele não trata dos temas mais caros à população, muito pelo contrário, destrói o que pode. O governo Bolsonaro enterrou o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e desmontou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estratégicos para garantir a alimentação saudável e evitar o processo de insegurança alimentar no país; além de cortar crédito, abandonar os pequenos agricultores e nada fazer para compensar as perdas com as enchentes e secas que assolaram o Nordeste e o Sul do país.

Bolsonaro ‘enterra’ programa de compra de alimentos

E mais, grande parte da alta dos preços é reflexo dos aumentos nos preços dos combustíveis determinados pela Petrobras, que adotou em 2016 a Política de Preços Internacionais (PPI) baseada nos preços dos barris de petroleo e na cotação do dólar. A política foi criada pelo ilegítimo Michel Temer (MDB) e mantida por Bolsonaro. Portanto, isso também é culpa dele.

Por causa da PPI, nos últimos 12 meses, a gasolina subiu 30,12%, o diesel 52,53%, o etanol subiu 30,55%, o gás de cozinha 32,45%, sem contar a conta de luz que subiu 30,16% e vai subir ainda mais este ano também por conta da alta dos preços dos combustíveis.

O resultado é que, em abril, a inflação acumulou alta de 12,03% em 12 meses – de abril de 2021 até abril deste ano e itens como cenoura (195,00%) e tomate (117,48%) chegaram perto dos 200% ou ultrapassaram a marca de 100% de reajuste no período.

A disparada da inflação, aliada a baixa geração de emprego, também consequencia da falta de investimentos públicos que deveriam ser feitos pelo governo Bolsonaro, e salários arrochados, contribuem para reduzir os itens que as famílias colocam nos carrinhos de supermercados porque não tem mais como trocar o mais caro pelo mais barato. E a lista dos itens cujos preços mais sobem fica maior a cada dia e atinge tudo, até o brócolis, que algumas crianças não querem nem ouvir falar.

Confira a lista dos produtos que mais aumentaram de abril de 2021 a abril deste ano:

Cenoura                                    195,00%

Tomate                                     117,48%

Abobrinha                                  86,83%

Café moído                                65,09%

Melão                                        63,26%

Repolho                                     59,38%

Melancia                                    52,64%

Óleo diesel                                 52,53%

Pimentão                                   50,18%

Transporte por aplicativo             47,47%

Morango                                    46,79%

Gás veicular                               46,26%

Alface                                        46,22%

Mamão                                      40,33%

Batara-inglesa                            38,68%

Açúcar refinado                          37,66%

Pepino                                       37,03%

Açúcar cristal                             36,33%

Gás encanado                            35,10%

Gás botijão                                32,45%

Brócolis                                     31,23%

Etanol                                       30,55%

Energia elétrica (casas)              30,16%

Gasolina                                    30,12%

Óleo de soja                              30,10%

Couve-flor                                 29,63%

Fubá de milho                            28,92%

Revista                                      27,83%

Mandioca                                   27,34%

Refrigerador                               27,21%

Confira as maiores altas registradas pelo IPCA-15 em abril:

Fonte: IBGE

Redação CUT

Preço médio do gás consome quase 10% do salário mínimo

Todo dia um dado novo comprova que viver no Brasil está mais difícil, com perda do poder de compra do trabalhador, desemprego e inflação que não para de crescer. Sem ação do governo para atenuar o impacto no bolso dos brasileiros, os combustíveis são os vilões desse momento e o gás de cozinha, essencial na casa de todas as famílias, tem se transformado em item raro, consumindo muito da renda do trabalhador.

Reportagem da Folha de São Paulo registra que, com preço médio de R$ 113,48 por um botijão de 13 quilos, segundo a Agência nacional de Petróleo (ANP), o insumo básico para a cozinha representa quase 10% do salário mínimo e atinge a maior média real do século 21. Em algumas regiões, com preços acima da média – há localidades em que o botijão chega a R$ 160, o percentual supera em muito os 10% do salário mínimo.

A reportagem do jornal paulista tem como base dados do Observatório Social da Petrobras, ligado à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). Com o gás de cozinha a preços proibitivos e sem fogão a lenha, muitas famílias se arriscam usando lenha para cozinhar em locais improvisados.

Dados do IPCA-15 de abril, prévia mensal da inflação, mostram que os combustíveis tiveram maior peso na alta recorde da inflação do mês (1,73%), a maior para abril desde 1995 e a maior variação mensal do índice desde fevereiro de 2003.

No grupo habitação, o GLP, sigla para Gás Liquefeito de Petróleo, nome técnico do gás de cozinha, o maior impacto, de 0,11 ponto percentual no 1,73% verificado no período, veio do gás de cozinha.

O descontrole nos preços do gás de cozinha, assim como dos demais combustíveis, tem sido preocupação constante do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista no dia 19 de abril, ele defendeu que o gás seja considerado item da cesta básica. “Durante todo o período que governamos o Brasil, nós não aumentamos o gás na Petrobras. O gás tem que ser considerado um bem da cesta básica. É isso que nós temos que fazer”.

Redação lula.com.br

Lula defende aumento de verbas para a saúde: “Quando o Brasil precisou, o SUS mostrou sua qualidade”

Em um encontro com youtubers e membros da mídia alternativa na manhã de hoje, 26, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o SUS, a atuação dos profissionais de saúde pública ao longo da pandemia de Covid-19 e um aumento na verba para o setor caso seja eleito, ao responder uma pergunta feita pela jornalista Conceição Lemes, do site Viomundo.

“Foi muito importante para a sociedade brasileira que a gente tinha o SUS. E o SUS, que durante muito tempo foi vendido como uma coisa imprestável por parte da imprensa brasileira, quando se necessitou estava pronto para mostrar sua qualidade mesmo com a fragilidade de recursos e mesmo com o negacionismo. Tem muita gente que ganha muito pouco no SUS, mas mostrou que se tivesse as condições financeiras que necessita, a gente poderia ter evitado muito mais mortes, inclusive de profissionais da área da saúde”, destacou.

Para o ex-presidente, é necessário que o Brasil se livre de políticas que restringem o investimento em políticas públicas importantes, como o teto de gastos instituído pelo governo de Michel Temer que, segundo ele, “só serve para banqueiro ganhar o dele no fim do ano”.

“As pessoas têm que entender que quando você toma conta da saúde, quando você leva um médico a uma região longínqua, quando dá remédio a uma pessoa pobre, você não está gastando dinheiro, está fazendo investimento. Porque uma pessoa com saúde fica muito mais produtiva, ela tem mais capacidade de trabalho, ela tem muito mais capacidade para fazer coisas boas para o país e para sua família. Esse é um tema que vai ser levado muito a sério por nós”, afirmou.

Segundo Lula, a posição do Brasil como o país com o segundo maior número de mortes (662 mil) e a terceira maior quantidade de casos de Covid-19 em todo mundo (mais de 32 milhões) está diretamente ligada à péssima atuação do atual governo, tanto em termos humanísticos quanto na saúde pública. Para ele, com um pouco mais de cuidado, uma enorme parte dos óbitos poderia ter sido evitada.

“Bolsonaro e seu governo devem ser responsabilizados por pelo menos metade das pessoas que morreram neste país. Porque ele negou credibilidade da OMS, não respeitou os cientistas brasileiros, os médicos, os laboratórios, não respeitou o SUS. Passou a teimar contra tudo e contra todos, num total desrespeito, uma demonstração de ignorância jamais vista. É só olhar a qualidade dos ministros da Saúde que ele escolheu, sobretudo o general Pazuello, ele não tinha nenhuma responsabilidade. Você não viu ele visitar nenhuma pessoa que perdeu um parente, ele não chorou uma lágrima por qualquer pessoa idosa ou criança que morreu”, criticou.

Redação lula.com.br