Deputados baianos aprovam PEC da Blindagem, mas pressão popular leva Senado a rejeitar proposta
No último dia 16 de setembro, a Câmara dos Deputados aprovou a chamada PEC da Blindagem, que dificultaria a abertura de processos criminais e prisões contra parlamentares, permitindo que a decisão sobre a prisão em flagrante fosse tomada pelo próprio Congresso, por voto secreto. A aprovação da PEC provocou ampla repercussão negativa. No domingo (21), milhares de pessoas se mobilizaram em diversas cidades, incluindo Salvador, em protestos contra a proposta, que é vista como um retrocesso na luta contra a corrupção e um enfraquecimento da democracia.
Sob pressão popular, o Senado Federal rejeitou a PEC. Nesta quarta-feira (24), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou por unanimidade o parecer contrário à proposta, e o presidente do Senado anunciou o arquivamento da PEC, reforçando a importância da transparência, da ética e da responsabilidade pública.
O Sindborracha, que representa os trabalhadores da indústria de pneus e borracha, reafirma seu compromisso com a defesa da democracia, da justiça social e dos direitos dos trabalhadores. A tramitação da PEC mostrou que a mobilização da sociedade é essencial para garantir que interesses políticos não se sobreponham aos direitos da população e à ética pública.
Dos 39 deputados federais da Bahia, 22 votaram a favor da PEC. Vale lembrar que são sempre os mesmos. Confira: Adolfo Viana (PSDB), Arthur Oliveira Maia (União Brasil), Bacelar (PV), Capitão Alden (PL), Cláudio Cajado (PP), Dal Barreto (União Brasil), Diego Coronel (PSD), Elmar Nascimento (União Brasil), Félix Mendonça Júnior (PDT), Gabriel Nunes (PSD), José Rocha (União Brasil), Leo Prates (PDT), Leur Lomanto Júnior (União Brasil), Márcio Marinho (Republicanos), Mário Negromonte Júnior (PP), Neto Carletto (Avante), Paulo Azi (União Brasil), Paulo Magalhães (PSD), Raimundo Costa (Podemos), Ricardo Maia (MDB), Roberta Roma (PL) e Rogéria Santos (Republicanos).



